Comércio do Centro histórico tem compras e experiências culturais

 

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Marcos comanda o espaço Vieiras Café Bar e Artes, na Rua Pedro Celestino: local, por si só, já é uma atração, no Centro Histórico

Por mais modernos, diversificados e atrativos que possam ser os shoppings centers e o mercado online, o comércio de rua ainda tem seus encantos.

Em Cuiabá, na área histórica e no entorno, não são apenas os monumentos culturais e os ambulantes gritando nas calçadas que chamam a atenção dos consumidores.

Nessa região, fazer compras vai além da busca por preços baixos.

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Em que pese as imagens de abandono de muitos pontos centrais, lá se pode viver experiências não encontradas em nenhum outro lugar da cidade.

Quem tem o hábito de frequentar lojas de rua sabe que, com frequência, se deparará com novidades.

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Centro - café turco

Marcos Vieira segue ritual milenar: moe grãos e prepara o café turco sob a chapa de ferro, sem contato direto com o fogo, em uma cafeteira banhada a cobre

No último sábado (26), a professora universitária Gleiva Simões aproveitou o dia de folga para levar as filhas, de 17 e 16 anos, ao Centro Histórico de Cuiabá.

Gleiva, Amanda e Anita saíram de casa cedo com roteiro programado.

“Trouxe as duas para uma experiência que poucos têm e oportunidade de viver”, explica Gleiva, pós-doutora em Educação.

Um dos destinos delas, o principal, foi o espaço Vieiras Café Bar e Artes.

O casarão, de número 119, da Rua Pedro Celestino, por si, já é uma atração.

Restaurado, sob o comando do barista Marcos Antônio Vieira, de 58 anos, tornou-se um centro de artes.

No local funciona a cafeteria, com cafés tradicionais de diversos países, bolos, doces e artes típicas cuiabanas e de outras nacionalidades.

Também é o endereço do Brechó Baronesa, da esposa de Marcos Vieira, e de exposições de telas de artistas regionais e de outras programações artísticas.

A professora Gleiva e as filhas viveram a experiência do preparo e da degustação do café turno.

Marcos Vieira, seguindo o um ritual milenar, sob os olhares atentos de mãe e filhas, moeu os grãos e preparou a bebida sob a chapa de ferro, sem contato direto com o fogo, em uma cafeteira banhada a cobre.

“O café não entra em contato com metal e não é levado direto ao fogo”, explicou ele.

Não é a primeira vez que Gleiva vai ao café turco.

“Não é um café, é uma experiência cultural”, reage a mãe.

“É uma oportunidade de conhecer essa cultura do café desde a bebida na forma do grão, que elas não conheciam”, destaca Gleiva Simões.

Gleiva observa que visitar o casarão, sede da cafeteria, também é uma oportunidade de conhecer mais sobre a arquitetura e a história da cidade.

“Temos de estar abertos ao conhecimento, a outras culturas”, ensina a professora.

Depois do café, Gleiva seguiu para as lojas, começando por uma dessas populares, de tudo por R$ 10.

“Estamos abertas ao conhecimento e novidades”, pontuou ela.

Maria Catarina e o marido, Luiz Otávio Borges da Silva Almeida, também foram às compras na área central.

Poucos antes das 8h, já estavam na Avenida Getúlio Vargas, na Praça da República.

O casal contou que, antes de entrar na primeira loja, pararam em uma barraca para comer pastel e tomar suco de laranja.

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Centro - venda

No Centro Histórico de Cuiabá, fazer compras vai além da busca por preços baixos. Há muitas opções de lazer e cultura

“Gostamos de vir ao centro, ver como está a cidade e fazer umas comprinhas”, disse Maria.

“Só não fazemos isso mais por medo. Medo de acidente com esses casarões que estão caindo aos pedaços”, justifica ela.

“Olha aquele ali”, aponta ela, na direção do casarão da Rua Campo Grande, do trecho entre a Pedro Celestino e a Ricardo Franco.

O imóvel apontado por Maria Catarina desabou em 2019 e continua expondo pessoas a riscos.

Na noite de quarta-feira (1º), a menos de 200 metros desse ponto, na Rua 7 de Setembro, outro casarão desabou parcialmente e o local teve de ser interditado.

Diário de Cuiabá