Defesa de Carlinhos Bezerra alegam cerceamento de defesa e recorre ao STF para tentar barrar júri
A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) em uma nova tentativa de suspender o Tribunal do Júri marcado para esta sexta-feira (31), em Cuiabá. Os advogados alegam que houve cerceamento de defesa por suposta falta de acesso integral às provas e aos processos relacionados à ação penal.
Na reclamação, o advogado Elson Marcelino da Silva Junior sustenta que a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, descumpriu a Súmula Vinculante nº 14, que assegura à defesa acesso aos elementos de prova já documentados nos autos.
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Além disso, a defesa afirma que a magistrada não analisou o pedido de juntada da gravação integral da sessão realizada em 21 de julho.
Para o Supremo, a defesa de Carlinhos pedem uma decisão liminar para suspender ou redesignar o julgamento até que sejam garantidos o acesso integral às provas e a análise dos pedidos apresentados.
O recurso é mais uma tentativa da defesa de adiar o julgamento.
Carlinhos Bezerra responde pelo feminicídio da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e pelo homicídio qualificado de Willian César Moreno, de 30 anos. Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao prédio onde morava a mãe de Thays, em Cuiabá.
As investigações apontam que o empresário perseguiu as vítimas desde o Aeroporto Marechal Rondon até o local do crime, onde efetuou os disparos. Ele foi preso horas depois em uma fazenda da família, no município de Campo Verde.

