Empresária pagou R$ 215 mil pela morte de Renato Nery; DHPP rastreou dinheiro

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelou na tarde desta quinta-feira, 12 de março, que a empresária Julinere Goulart Bastos pagou R$ 215 mil pelo assassinado do advogado Renato Nery, em Cuiabá. O dinheiro foi rastreado.

Renato Nery foi morto a tiros na porta de seu escritório em julho de 2024. O crime foi encomendado pela empresária e seu marido, César Jorge Sechi, por conta de uma disputa de terras no interior.

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De acordo com as investigações, após quebra de sigili bancário, foi possível fazer o rastrear o fluxo financeiro utilizado para o pagamento da execução. As análises demonstraram que Julinere realizou no dia 04 de março, transferências que passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizada para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.

Jackson Barbosa apontado como um dos intermediadores do crime, segundo a DHPP, era o destinatário das transferências. A investigação revelou que ele utilizou R$ 115.000,00 para comprar um veículo Mercedes-Benz no dia dia 05 de março.

Além disso, foi identificado que no dia 08 de março a própria investigada realizou um pagamento direto no valor de R$ 15.000,00 a Jackson.

A dinâmica dos pagamentos foi revelada por um dos investigados durante depoimento. Diante do conjunto probatório reunido, a Polícia Civil concluiu que se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.

Julinere e seu companheiro se tornaram réus pelo crime. Em sessão de julgamento realizada na semana passada, eles negaram envolvimento no crime.

O caso tramita em segredo de Justiça.



Estadão MT