Empresário que matou adolescente é preso 10 anos após condenação
Condenado a 20 anos de prisão pela morte da adolescente Maiana Mariano Vilela, 16 anos, o empresário Rogério da Silva Amorim foi preso, ontem (26), em um condomínio de alto padrão no Bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. O crime ocorreu em dezembro de 2011.
Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) monitorava o empresário havia cerca de um ano e meio, após a expedição do mandado de prisão em definitivo, que foi cumprido após investigadores identificarem o veículo utilizado por ele na saída do residencial, onde vivia normalmente.
Rogério Amorim foi condenado a pena de 20 anos e três meses, em 2016, como mandante do assassinato da jovem, juntamente com Paulo Ferreira Martins, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A pena de Paulo Martins foi de 18 anos e nove meses, sendo ambas as sentenças em regime fechado.
Após o julgamento, ele chegou a ficar preso por cerca de uma semana, mas conseguiu habeas corpus e passou a responder em liberdade. Conforme a Polícia Civil, a condenação transitou em julgado em novembro de 2025, quando não cabiam mais recursos.
A partir disso, a Justiça expediu novo mandado de prisão. Segundo a polícia, após a decisão definitiva, Rogério Amorim deixou de comparecer ao programa “Nova Chance”, onde realizava assinaturas periódicas, passando a ser considerado foragido.
Maiana Mariano desapareceu em dezembro de 2011, em Cuiabá. Os restos mortais da adolescente foram encontrados meses depois enterrados em uma chácara na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro, na Capital.
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Rogério Amorim propôs o homicídio a Paulo Martins sob a alegação de que a vítima e sua família estariam extorquindo-lhe dinheiro. Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.
As investigações apontaram que a jovem foi atraída até o local do crime sob o pretexto de entregar dinheiro a funcionários. No entanto, ela acabou morta por asfixia durante uma emboscada planejada pelo empresário. Ainda ontem, o condenado passaria por audiência de custódia para posterior encaminhamento ao presídio.
