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05 de October de 2026

Ex-chefe da Unimed Cuiabá e mais 5 são réus por ‘rombo”



Rubens Carlos de Oliveira Jr, presidente da Unimed Cuiabá

A Justiça Federal tornou réus o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outras cinco pessoas ligadas à sua gestão.

O Judiciário recebeu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).

O executivo e sua equipe são acusados de um suposto rombo de R$ 400 milhões na cooperativa, entre 2020 e 2022.

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A decisão é do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, e foi assinada na última sexta-feira (24), no âmbito da Operação Bilanz.  

Além de Rubens, também viraram réus as seguintes pessoas:

– advogada Jaqueline Proença Larrea Mees, ex-assessora jurídica da cooperativa

– ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira

– ex-superintendente administrativa e financeira Ana Paula Parizotto;

– ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma;

– sócio-administrador da Arche Negócios Ltda., Erikson Tesolini Viana. 

De acordo com a denúncia do MP, Rubens de Oliveira é apontado como líder do esquema e vai responder por gestão fraudulenta, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

aqueline Larrea, Eroaldo de Oliveira, Ana Paula Parizotto e Suzana Palma são acusados de participação nas fraudes, com atuação na execução das irregularidades e movimentações financeiras, e vão  responder por crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. 

Erikson Tesolini Viana é apontado como responsável por auxiliar na movimentação e ocultação de valores, e vai responder por lavagem de dinheiro. 

“Quanto à justa causa, no âmbito de um juízo de cognição sumário e provisório, destinado a verificar apenas a existência de probabilidade de sucesso da pretensão acusatória, entendo existir nos autos suporte mínimo de provas quanto à materialidade e autoria do crime”, escreveu o juiz Jeferson Schneider.

O magistrado também homologou o arquivamento parcial da denúncia em relação a contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite, ex-chefe de núcleo de compliance da cooperativa, nos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. 

A médica Suzana Palma foi citado apenas quanto ao crime de lavagem de dinheiro, por falta de elementos suficientes. 

Suzana fechou acordo de delação premiada com o MPF e, em caso de condenação, poderá ser beneficiada com eventual redução de pena, concessão de perdão judicial e diminuição de multa.  

AÇÃO POLICIAL – A Operação Bilanz, da Polícia Federal, foi deflagrada em outubro de 2024, após uma revisão nas contas da cooperativa, que constatou uma série de inconsistências e irregularidades na gestão de Rubens (2019-2023). 

Segundo as investigações, o balanço contábil de 2022 foi “maquiado”.

O balanço, inicialmente, apresentava saldo positivo de R$ 370 mil, mas a auditoria demonstrou inconsistências de R$ 400 milhões.  

Dentre os problemas elencados estão contratos irregulares, antecipação de pagamentos de forma indevida, relação desigual com fornecedores, aquisições e construção de obras sem a autorização em assembleia geral, entre outras muitas questões que colocaram a conta da cooperativa em estado alarmante.



Diário de Cuiabá