Fábio diz que comissão estadual dará palavra final sobre impasses na federação

O deputado federal Fábio Garcia (UB)  disse que o futuro político da federação entre União Brasil e Progressistas em Mato Grosso será decidido pela comissão estadual criada pelas siglas, principalmente em caso de divergência entre os partidos durante as definições eleitorais para 2026.

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal, Mauro Mendes, foi confirmado como o presidente do diretório estadual da legenda. Isso porque a  Federação União Progressista protocolou na Justiça Eleitoral, na última quarta-feira (27), os membros do seu diretório executivo em Mato Grosso.  A  vice-presidência será ocupada pelo ex-senador Cidinho Santos (PP).

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Ao comentar os desdobramentos da chamada União Progressista, Fábio explicou que o processo ainda depende das convenções partidárias e destacou que a palavra final, caso haja impasse, ficará com o colegiado montado em Mato Grosso.

“O processo prevê primeiro a convenção partidária da União Brasil e a convenção do PP. Se houver uma divergência entre as convenções, essa comissão estadual é que vai ter a palavra com relação ao caminho que vai seguir”, declarou.

A fala ocorre em meio às articulações já iniciadas de olho nas eleições do próximo ano, quando os grupos políticos começam a discutir alianças para a disputa ao Governo do Estado e ao Senado.

Questionado sobre uma eventual interferência da direção nacional na decisão tomada em Mato Grosso, Fábio reconheceu que isso pode ocorrer, mas afirmou que a sinalização inicial é de autonomia estadual.

“A nacional sempre pode fazer interferências. Numa federação isso sempre pode acontecer. Mas a proposta da nacional é não interferir. Por isso foi criada uma comissão. Se fosse para interferir, não precisaria dela”, pontuou.

O deputado também evitou comentar diretamente o futuro político do senador Jayme Campos dentro do novo cenário da federação e afirmou que a definição sobre eventual candidatura cabe ao próprio parlamentar.

A declaração reforça que, apesar da união formal entre os partidos em nível nacional, o desenho eleitoral em Mato Grosso ainda está aberto e deve depender das negociações internas entre as lideranças estaduais nos próximos meses.

Outros membros

Além de Mendes e Cidinho, também compõem o colegiado: a senadora Margareth Buzetti (PP); o senador Jayme Campos (União); o deputado federal Fábio Garcia (União); o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues (União).

Na suplência estão: a ex-primeira-dama Virginia Mendes (União); o deputado estadual Júlio Campos (União); o presidente da MT Par, Wener Santos (PP); e o empresário Eusébio Diniz (PP).



Estadão MT