Gaeco identifica pai e filha como os líderes de golpe de R$ 28 mi no agro
Divulgação/MPMT
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a 2ª fase da Operação Safra Desviada, nesta semana
O Gaeco identificou o empresário Renato Antônio Duarte e sua filha, Marianna Costa, como os cabeças de um esquema de fraudes que prejudicou o setor do agronegócio em Mato Grosso.
Alvos da Operação Safra Desviada, pai e filha são acusados de rebaixar a qualidade do algodão, nas transações comerciais, em prejuizo de produtores rurais, em seis cidades.
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Os dois empregavam uma fraude que consistia em alterar a classificação do algodão.
Lotes de plumas de qualidade superior eram classificados como inferiores, causando efeitos como o cancelamento de contratos com grandes tradings.
Os desvios estão estimados em R$ 28,7 milhões. Além de Renato e Marianna, outras sete pessoas estão envolvidas no golpe, que usava empresas de fachada.
Até agora, houve o sequestro de um avião e de três veículos, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 10 pessoas físicas e jurídicas, o bloqueio de ativos financeiros e a indisponibilidade de bens imóveis dos investigados.
Foram cumpridas ordens judiciais na cidades de Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, além de Presidente Prudente e Álvares Machado, no Estado de São Paulo.
Veja os nomes dos alvos e as empresas usadas na fraude:
– Algodoeira Lucas Cotton – Lucas do Rio Verde
– Algodoeira Lucas Cotton – Nova Ubiratã
– Algodoeira Lucas Cotton – Sorriso.
– Renato Antonio Duarte – Lucas do Rio Verde
– Marianna Costa Araújo Duarte Mota – Sinop
– Agropecuária MAP Ltda. – Lucas do Rio Verde e Tapurah.
– OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda. – Lucas do Rio Verde
– Franklin Barros Borges – Nova Ubiratã
– Dayane Lessa de Souza – Sorriso
