Justiça nega novo pedido da defesa de Carlinhos Bezerra e mantém júri por duplo homicídio 

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Carlinhos Bezerra

A defesa de Carlinhos Bezerra, acusado de assassinar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, William Moreno, em janeiro de 2023, protocolou uma nova petição pedindo a suspensão e o adiamento da sessão do Tribunal do Júri marcada para esta terça-feira, 21 de julho. Em decisão disponibilizada nesta segunda-feira, 20 de julho, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, negou os pedidos apresentados pela defesa e manteve o julgamento.

A defesa do filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra alegou cerceamento de defesa, afirmando que teve acesso tardio a processos relacionados ao acusado e que precisava de mais tempo para analisar 109 GB de arquivos digitais extraídos dos celulares apreendidos. Também pediu a redesignação da sessão do júri e a concessão de prazo adicional de 10 dias úteis para examinar o material.

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Ao rejeitar os pedidos, a magistrada afirmou que a defesa já tinha conhecimento da existência dos processos vinculados e que deixou de providenciar, em tempo hábil, a habilitação necessária para acessá-los. Segundo ela, não houve falha do Judiciário nem prejuízo concreto ao direito de defesa.

A juíza destacou ainda que os arquivos digitais foram disponibilizados em 7 de julho, garantindo 14 dias até a realização do júri, período considerado suficiente para a análise do material. Ela ressaltou que os relatórios técnicos já constavam nos autos e que a impossibilidade de anexar os arquivos ao sistema ocorreu apenas em razão das limitações do formato das mídias.

Na decisão, Mônica classificou o pedido como mais uma tentativa de adiar o julgamento. Segundo ela, o processo já teve outro pedido de postergação negado e não foi apresentado fato novo que justificasse uma nova suspensão da sessão do Tribunal do Júri.

A magistrada também manteve a prisão preventiva de Bezerra, por entender que permanecem válidos os fundamentos que motivaram a custódia cautelar. Ela afirmou ainda que o habeas corpus em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso não impede a realização do julgamento, já que o pedido liminar foi negado.

RELEMBRE O CASO

O crime foi cometido em 18 de janeiro de 2023, em frente ao prédio onde a mãe de Thays morava, na Capital. Segundo as investigações, Carlos perseguiu as vítimas desde o Aeroporto Marechal Rondon.

Thays e Willian estavam na frente do prédio quando foram surpreendidos pelos disparos feitos por Carlos que passava de carro. As vítimas tentaram fugir, mas foram atingidas pelos tiros e morreram no local.

Carlos foi preso horas após o duplo homicídio, em uma fazenda da família no município de Campo Verde. 



Estadão MT