Mãe de professor desaparecido vai à DHPP, dá novos detalhes e diz que perdoa quem matou o filho

Daffiny Delgado. Repórter | Estadão Mato Grosso

A mãe do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, esteve na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na quarta-feira, 7 de outubro, e repassou aos investigadores novas informações que podem ajudar a esclarecer o desaparecimento do filho. Durante a conversa com o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, ela também afirmou que está disposta a perdoar a pessoa que possa ter matado o professor e disse que, neste momento, a única coisa que deseja é encontrar o filho, mesmo que seja o corpo dele.

Breno está desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa, na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, para se encontrar com uma pessoa. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta. Desde então, não foi mais localizado.

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Segundo o delegado Bruno Abreu, a conversa com a mãe foi longa e emocional. Ela teria apresentado informações consideradas relevantes para a investigação e demonstrado confiança no trabalho da equipe. O delegado, porém, não revelou quais foram os detalhes repassados por ela, alegando que o sigilo é necessário para não comprometer as diligências.

“Ela falou até em perdão de quem teria feito isso”, relatou Bruno Abreu, ao destacar que, mesmo diante da possibilidade de o filho estar morto, a mãe afirmou que sua principal preocupação é encontrá-lo.

A Polícia Civil passou a tratar o desaparecimento como possível homicídio depois que elementos reunidos durante as diligências apontaram nessa direção. Um possível suspeito já foi identificado e ouvido pelos investigadores, mas a participação dele no caso ainda é apurada.

O delegado confirmou ainda que a DHPP trabalha atualmente com uma única linha de investigação, mantida sob sigilo. Segundo ele, a equipe já realizou todas as medidas que estavam sob sua responsabilidade e aguarda informações técnicas para avançar na apuração.

“Tudo, 100%, tudo o que a Delegacia de Homicídios iria fazer, ela já fez”, afirmou Bruno.

Apesar de a polícia trabalhar com a possibilidade de homicídio, a morte de Breno ainda não foi oficialmente confirmada e o corpo não foi localizado. O caso é considerado de alta complexidade.

A investigação também apura diferentes possibilidades para o desaparecimento. Questionado sobre uma eventual participação de integrantes de facção, Bruno afirmou que a hipótese não está descartada, mas ressaltou que, até o momento, não há indícios de envolvimento de faccionados no caso.

Breno é professor das séries iniciais do ensino fundamental no Centro Municipal de Educação Infantil Jair Luiza, em Várzea Grande, e também é estudante de Pedagogia. O desaparecimento mobilizou familiares, amigos, colegas de trabalho e a comunidade acadêmica, que realizaram manifestações cobrando respostas sobre o paradeiro do jovem.

A Polícia Civil mantém o pedido para que informações que possam ajudar a localizar Breno ou esclarecer o caso sejam repassadas pelo Disque-Denúncia 197.