Mato Grosso segue entre os estados mais perigosos do país para ser mulher
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 divulgado na manhã desta quinta-feira, 23 de julho, aponta que Mato Grosso continua figurando entre os estados com as maiores taxas de feminicídio do Brasil.
De acordo com o levantamento, o estado registrou 52 mulheres assassinadas por razões de gênero em 2025, mantendo uma das maiores taxas nacionais, de cerca de 2,9 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a terceira maior do Brasil, atrás apenas de Acre e Rondônia.
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O anuário também traça o perfil das vítimas. A maioria das mulheres assassinadas tinha entre 18 e 44 anos, era morta dentro da própria residência e tinha como autor o companheiro ou ex-companheiro.
Em nível nacional, 97% dos autores eram homens e quase metade dos crimes ocorreu no ambiente doméstico, evidenciando que o principal risco para essas mulheres continua estando dentro de casa.
Ranking
Acre;
Rondônia;
Mato Grosso;
Mato Grosso do Sul;
Roraima.
Outro dado que chama atenção é que o feminicídio representa uma parcela cada vez maior dos assassinatos de mulheres no Brasil. Em 2025, 44,4% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas por razões de gênero, o maior percentual desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015.
Além das 1.571 mortes registradas no país, outras 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio, o equivalente a quase três tentativas para cada crime consumado.
Especialistas apontam que medidas protetivas, monitoramento de agressores e políticas de prevenção ainda não conseguem interromper o ciclo de violência antes que ele termine em morte.

