VÍDEO: WF chama versão do governo de “conversa fiada” e culpa Estado por atraso no Portão do Inferno
O senador e candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), acusou a gestão estadual de deixar vencer a delegação que autorizava a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a conduzir o licenciamento ambiental da MT-251, na região do Portão do Inferno.
Segundo Wellington, a perda da autorização obrigou o processo a retornar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele contestou a versão apresentada pelo Governo do Estado de que o órgão federal seria responsável pela demora na liberação da obra do túnel.
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“O atual governador está dizendo que não tem licença, que o Ibama não deu a licença. Quero que vocês anotem isso aí. Conversa fiada. Eles deixaram vencer a delegação da licença para a Sema”, declarou.
O senador disse que atuou para que o Ibama delegasse à Sema a competência para analisar e emitir as licenças ambientais da rodovia.
“O Ibama delegou para a Sema fazer a licença lá do Portão do Inferno, de toda a estrada, a MT-251. Lá tem influência porque passa por um Parque Nacional. Por isso tem que ter a licença do Ibama. O que o Ibama fez? Delegou para a Sema. E eu trabalhei para isso”, disse.
Wellington reforçou que, na avaliação dele, a responsabilidade pela atual dependência do Ibama é do Governo de Mato Grosso.
“Está delegado para a Sema há algum tempo e a Sema deixou vencer a delegação. Então, isso não é culpa do governo federal, é culpa do Governo do Estado. Estou denunciando agora para vocês”, afirmou.
Durante a declaração, o senador também cobrou explicações sobre os recursos destinados às intervenções no Portão do Inferno.
“Eu coloquei R$ 18 milhões lá para o Portão do Inferno e, até agora, não virou nada. Quero fazer uma denúncia aqui”, declarou.
A acusação confronta diretamente as declarações do secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, o Marcelo Padeiro, que tem atribuído ao Ibama a demora na liberação do novo projeto.
A obra foi iniciada durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), que deixou o cargo para disputar o Senado. O Estado passou a ser comandado por Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Inicialmente, o governo contratou uma obra de retaludamento, que previa cortes no maciço rochoso. O projeto foi abandonado após consumir cerca de R$ 7 milhões e acabou substituído pela proposta de construção de um túnel.
Desde então, a Sinfra afirma que aguarda a conclusão do licenciamento ambiental. Wellington, no entanto, sustenta que a demora ocorreu porque o próprio Estado deixou vencer a autorização que permitia à Sema conduzir o processo.

