Mauro mantém crítica a Júlio: “Fala bobagem, assino embaixo”

O ex-governador Mauro Mendes (União) negou ter desrespeitado o deputado estadual Júlio Campos (União) ao citar a idade do parlamentar, de 80 anos. Segundo Mauro, mencionar a idade de alguém não é ofensa, mas apenas uma constatação da realidade.

“Falar que tem 80 anos não é desrespeitar ninguém, é falar uma realidade. Se falar a idade de alguém é desrespeito, agora, falar que fala bobagem, eu assino embaixo e mostro as bobagens que ele andou falando”, declarou.

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A declaração ocorre em meio ao acirramento da disputa interna no União Brasil em Mato Grosso. Júlio Campos tem defendido que a definição dos nomes para a eleição de 2026 passe pela convenção partidária, especialmente diante da movimentação envolvendo a pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado.

Mauro afirmou que ainda não há derrota nem vitória dentro do partido, já que a decisão será tomada conforme as regras internas da legenda.

“A decisão vai ser tomada na convenção do partido. Eu sempre disse isso. O partido é regido por um estatuto, por um regimento. E é esse regimento que vai mandar. Não é Mauro Mendes e muito menos os Campos que vão mandar. É o regimento do partido”, afirmou.

Segundo o ex-governador, qualquer filiado que disputar internamente e vencer a convenção terá o direito de representar o partido na eleição. Ele citou como exemplo as disputas para deputado estadual, deputado federal, senador e governador.

“Quem for para a convenção e ganhar a convenção vai ser candidato a deputado estadual pelo partido. Quem for para a convenção e ganhar a convenção vai ser candidato a deputado federal. Se algum outro membro for lá, se candidatar ao Senado e ganhar a convenção de mim, ele vai ser o candidato a senador da União Brasil. É simples assim”, disse.

Mauro também afirmou que a mesma regra vale para a disputa ao Governo do Estado. Segundo ele, se qualquer filiado apresentar o nome, disputar e vencer a convenção, deverá ser levado como indicação do União Brasil dentro da federação União Progressista.

“Vale também para governador. Se João José da Silva for lá, colocar o seu nome para governador e ganhar a convenção, ele vai ser apresentado na União Progressista como candidato do União Brasil”, completou.

O embate entre Mauro Mendes e o grupo dos Campos tem exposto a tensão dentro da legenda sobre os rumos do partido nas eleições de 2026. Apesar das divergências, Mauro defende que a decisão final seja feita com base no estatuto e no resultado da convenção partidária.



Estadão MT