Perito afirma que Henry Borel teve morte “lenta e agônica” durante julgamento de Jairinho

O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes afirmou nesta sexta-feira, 29, durante o quinto dia do julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, que a criança sofreu uma morte “lenta e agônica” e apresentava múltiplas lesões incompatíveis com uma queda acidental. Segundo ele, o garoto “sofreu até sucumbir”, contrariando uma das teses apresentadas pela defesa do ex-vereador Jairinho.

Ao depor no Tribunal do Júri, o perito afirmou que Henry já chegou sem vida ao Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, descartando a hipótese de que a morte pudesse ter ocorrido durante tentativas de reanimação. “Essa criança sofreu. Com a multiplicidade de lesões, ela deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer e entrar em óbito”, declarou.

Luiz Carlos Leal Prestes também rejeitou a versão de que os ferimentos poderiam ter sido provocados por uma queda da cama. Segundo ele, as marcas encontradas no corpo da criança demonstram agressões em diferentes regiões, incompatíveis com um acidente doméstico. “Uma queda poderia causar uma única lesão, jamais essa multiplicidade”, afirmou o especialista.

Durante a exibição das imagens do corpo de Henry Borel aos jurados, Monique Medeiros precisou receber atendimento médico. Ela e Jairinho respondem pelo caso que resultou na morte do menino, em 2021.

Além do perito, o júri ainda deve ouvir o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o pai da criança, Leniel Borel. Até o momento, dez testemunhas já prestaram depoimento no julgamento.

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