
Pivetta chama Wellington de negociador de emendas: “essa é a profissão dele”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, chamou o senador Wellington Fagundes (PL), também candidato ao Governo, de “negociador de emendas” e questionou o destino dos recursos enviados pelo adversário por meio de emendas parlamentares. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 14 de agosto.
Pivetta disse que Wellington nunca ocupou um cargo no Executivo e criticou a atuação do senador no Congresso. Segundo o governador, somente nos últimos 10 a 12 anos, Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas.
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O governador questionou onde os recursos foram aplicados e ressaltou que o valor seria suficiente para construir quatro hospitais centrais. Também disse que pretende apresentar, durante a campanha, informações sobre o destino das emendas.
“Procurem saber onde estão as emendas dele. Um bilhão e meio. Daria para fazer quatro hospitais centrais. Esse que está sendo administrado pelo Albert Einstein. Tem algum hospital que ele fez? Onde está o um bilhão e meio dos últimos 12 anos dele, que ele distribuiu? Procurem saber. Durante a campanha, nós vamos mostrar onde ele botou essas emendas”, destacou.
“É um negociador de emendas, voraz. Essa é a profissão dele”, completou Pivetta.
O chefe do Executivo pontuou que não considera possível comparar sua trajetória política com a de Wellington, destacando que o senador atua exclusivamente no Legislativo.
“Eu não vou conseguir suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, disse.
Na sequência, Pivetta relacionou Wellington à gestão do ex-governador Silval Barbosa e citou o ex-secretário de Estado de Infraestrutura Cinésio Nunes Oliveira, que ocupava o cargo durante aquele governo. Segundo Pivetta, os dois teriam sido delatados por Silval em casos de corrupção.
“Esse foi o secretário do Silval, né? Você lembra que ele foi secretário do Silval Barbosa. Cinésio. Ele quer voltar na cena do crime. Eles estão com saudade do que eles faziam na Sinfra. O Silval delatou o Cinésio e delatou o WF também. Contou certinho a roubalheira que eles faziam”, disse.
A declaração faz referência à investigação que culminou na Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 2012. O caso apontou suspeitas de fraudes em licitações do programa MT Integrado para beneficiar a Construtora Rio Tocantins.
Em delação ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Silval afirmou que negociou com a construtora o pagamento de R$ 3,5 milhões em propina, valor que, segundo o relato, teria beneficiado ele e ex-secretários.

