VÍDEO: Wellington critica Medeiros por defender restrição a operações policiais antes das eleições

Reprodução | TV Senado

O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, criticou nesta quarta-feira, 12 de agosto, a proposta defendida pelo deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado, para impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores às eleições.

Em discurso no Senado, Wellington afirmou que restringir investigações durante o período eleitoral seria um “absurdo”. Ele ainda questionou como ficariam casos envolvendo suspeitas de crimes praticados durante a própria campanha.

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“Eu quero aqui dar uma satisfação à população do meu Estado, para não vir alguém amanhã dizer que é inoportuno fazer uma investigação em período eleitoral. Como se alguém que roubar durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo. Que me desculpem aqueles que têm a ousadia de fazer uma afirmação como essa”, declarou.

Wellington disse ainda que a população espera respostas rápidas das autoridades quando há suspeitas envolvendo dinheiro público. No discurso, citou problemas enfrentados na Baixada Cuiabana, como déficit habitacional e falta de água.

“A população exige uma resposta, porque o cidadão que está lá pagando imposto não aceita, porque ele está sofrendo”, afirmou.

A fala surge após Medeiros defender uma mudança na legislação ao comentar a Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo de mais de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Entre os nomes citados na investigação está o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), adversário de Medeiros na disputa pelo Senado.

Medeiros argumentou que operações policiais contra candidatos deveriam ser realizadas antes dos seis meses que antecedem as eleições ou adiadas para depois do pleito, desde que não houvesse prejuízo à investigação.

“Ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e tem todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral”, declarou.

O deputado também questionou o momento escolhido para a deflagração da Operação Heritage. Segundo ele, a ação ocorreu no dia do registro das candidaturas.

“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência”, afirmou.

Para Medeiros, operações realizadas durante a campanha podem produzir efeitos políticos não apenas sobre o candidato investigado, mas também sobre toda a coligação. Na avaliação dele, a restrição daria maior “segurança jurídica” ao processo eleitoral.

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