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Dólar R$ -- 11:30:03 | 5 de novembro de 2026
POLICIAL

Polícia Civil desarticula quadrilha interestadual que atacava caixas eletrônicos em Cuiabá e Várzea Grande

Uma investigação contra o crime organizado em Mato Grosso culminou, na manhã desta quinta-feira (5), na deflagração da Operação Círculo Vicioso pela Polícia Civil. A ação cumpre 74 mandados judiciais — entre prisões preventivas, buscas e bloqueios bancários — com foco em desmantelar uma estrutura que vinha praticando furtos milionários a caixas eletrônicos na Grande Cuiabá. Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Rondonópolis e em cidades de Santa Catarina e do Maranhão.

Conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a apuração identificou a atuação da quadrilha em pelo menos seis ataques a terminais bancários em Cuiabá e Várzea Grande, ocorridos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

O esquema chamou a atenção dos policiais mato-grossenses pela divisão de tarefas e pela tecnologia empregada nos crimes no estado. Um dos casos que fundamentou a operação ocorreu na madrugada de 21 de janeiro deste ano, em um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ocasião, o bando isolou a área com lonas para esconder o feixe de luz e usou uma lança térmica — equipamento de corte industrial — para perfurar o cofre de aço. Mesmo com o acionamento do dispositivo de segurança que mancha as cédulas com tinta vermelha, os criminosos conseguiram fugir de Várzea Grande com R$ 105 mil.

Após os ataques em Mato Grosso, o dinheiro passava por um processo de lavagem química para remoção da tinta de segurança. Em seguida, o grupo utilizava a técnica conhecida como smurfing, realizando pequenos depósitos fracionados em agências bancárias locais e de outros estados para ocultar a origem ilícita dos valores.

Bandidos vinham de fora para atuar em Mato Grosso

A investigação da Polícia Civil de Mato Grosso apontou que parte dos executores operacionais morava em Joinville (SC) e viajava a Mato Grosso exclusivamente para realizar os arrombamentos. O grupo também é investigado por ações semelhantes no Rio de Janeiro e em Alagoas.

A Justiça determinou 10 mandados de prisão preventiva e o bloqueio de R$ 239.980,52 nas contas dos suspeitos — valor equivalente ao prejuízo mapeado em quatro dos ataques em solo mato-grossense.

A operação contou com o suporte das Polícias Civis de SC e MA e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), integrando a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

Fonte: cenariomt.com.br