Política estadual propõe reforçar localização e captura de foragidos prioritários em Mato Grosso

Assessoria

Sargento Casarin

O combate ao crime organizado em Mato Grosso não se limita apenas pela prisão de criminosos em flagrante, mas também pela localização de pessoas que já possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça e permanecem foragidas.

Dentro dessa perspectiva, uma das propostas do candidato a Deputado Estadual, Sargento Casarin (Podemos), para a Segurança Pública é a criação de uma Política Estadual de localização e captura de foragidos PRIORITÁRIOS, estabelecendo uma estratégia permanente para concentrar esforços na localização de indivíduos considerados de maior risco para a sociedade, especialmente lideranças e integrantes estratégicos de organizações criminosas.

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A proposta prevê a criação de uma lista estadual de foragidos prioritários, elaborada e atualizada pelos órgãos competentes a partir de critérios técnicos e objetivos. Entre as prioridades estão os líderes de organizações criminosas, autores de crimes violentos, indivíduos considerados de alta periculosidade e pessoas que, mesmo foragidas, continuem exercendo funções relevantes dentro de estruturas criminosas.

A medida parte de um princípio de gestão da Segurança Pública, ou seja, diante de recursos humanos, tecnológicos e operacionais que não são ilimitados, estabelecer prioridades pode permitir que inteligência e investigação sejam direcionadas aos alvos que apresentam maior risco, sempre observados os critérios legais e as atribuições de cada instituição.

Outro eixo é a integração das forças de segurança. A política propõe ampliar o compartilhamento de informações entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e estruturas de inteligência, além da utilização integrada de bancos de dados e ferramentas tecnológicas disponíveis no Estado.

O objetivo é evitar que informações relevantes permaneçam isoladas em diferentes estruturas e transformar dados em ações coordenadas para localização e cumprimento de mandados judiciais.

A proposta também prioriza o aproveitamento das unidades especializadas, grupos integrados e estruturas de inteligência já existentes. Somente caso seja constatada insuficiência operacional, poderia ser avaliada a criação de uma estrutura estadual especializada na localização de foragidos prioritários.

COMBATE ÀS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS

A iniciativa também dialoga com a política de enfrentamento às facções já desenvolvida em Mato Grosso. Nesse contexto, localizar lideranças foragidas pode representar uma frente complementar às operações de rua, apreensões e investigações.

A lógica é atingir não apenas a execução dos crimes, mas também estruturas de comando, articulação e financiamento das organizações criminosas. Um foragido que permanece exercendo influência sobre atividades ilícitas pode continuar representando risco mesmo sem estar diretamente nas ruas.

Por isso, a política propõe critérios de prioridade e revisão periódica dos nomes incluídos na lista, considerando fatores como risco, relevância criminal e situação atual do mandado judicial.

PAPEL DO LEGISLATIVO

No âmbito político, o tema também abre espaço para atuação da Assembleia Legislativa por meio da discussão de Políticas Públicas, destinação de recursos no orçamento, fiscalização das ações do Executivo e apresentação de medidas legislativas dentro das competências constitucionais.

O fortalecimento da segurança pública não depende apenas do aumento do efetivo policial. Também envolve inteligência, tecnologia, integração institucional, estrutura operacional e capacidade de transformar informações em resultados.

A proposta busca, portanto, consolidar uma política de Estado, com continuidade e critérios técnicos, para que a localização de foragidos considerados prioritários não dependa exclusivamente de operações pontuais.

A proposta vai além do aumento do número de prisões. A estratégia pretende direcionar esforços para aqueles que representam maior risco à sociedade e cuja captura possa produzir impacto mais relevante no enfrentamento às organizações criminosas.



Estadão MT