Por unanimidade, TJ mantém júri de PM que matou personal a tiros em VG
Por unanimidade, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a decisão que envia o policial militar Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva a julgamento perante o Tribunal do Júri pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, em Várzea Grande. A decisão foi da Quarta Câmara Criminal do TJ.
Rozeli foi morta a tiros no dia 11 de setembro de 2025, por volta das 6h30, na Rua Ariel, no bairro Canelas. Conforme a denúncia, Raylton teria efetuado os disparos contra a vítima, enquanto Vitor Hugo teria conduzido a motocicleta usada na ação.
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De acordo com o embargo de declaração feito pela defesa dos réus, foi apontado a citação expressa a um denominado “laudo de comparação balística”, documento que jamais existiu no processo.
Ao analisar, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, relator do caso, constatou que o armamento utilizado no crime não foi apreendido pelas forças policiais. Com isso, a mensão foi excluída do processo.
A defesa também alegou nulidade sob a tese de que teria ocorrido confissão informal no momento da abordagem policial sem a prévia leitura do direito constitucional ao silêncio, além de sustentar falhas na cadeia de custódia.
No entanto, os magistrados registrou que a retificação não anula a acusação, nem modifica o resultado do julgamento e negou os demais argumentos.
“Ante o exposto, em consonância com o parecer da douta Procuradoria-Geral de Justiça, conheço dos embargos de declaração opostos por RAYLTON DUARTE MOURÃO e VITOR HUGO OLIVEIRA DA SILVA e, no mérito, ACOLHO-OS EM PARTE, exclusivamente para suprir a omissão formal quanto à petição de integrando o acórdão embargado a alegação superveniente de nulidade do juízo de retratação, e para sanar o erro material, decotando do corpo do acórdão a menção ao documento denominado “laudo de comparação balística”. Rejeito as demais alegações, mantendo incólume a conclusão do v. Acórdão”, diz trecho de decisão.
Relembre o caso
Roseli estava saindo de casa em seu veículo quando foi surpreendida pelos assassinos de moto que chegaram atirando. Raylton relatou aos investigadores que teria cometido o homicídio após passar a ouvir “vozes” que ordenavam que matasse Rozeli.
Ele afirmou que ficou transtornado após uma disputa judicial envolvendo a vítima e que chamou um comparsa para executar a ação.

