Empresária acusada de mandar matar advogado tenta deixar prisão novamente
A empresária Julinere Goulart Bentos, apontada pelo Ministério Público como uma das mandantes do assassinato do advogado Renato Gomes Nery, entrou com um novo pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O processo foi distribuído ao Gabinete 3 da Quarta Câmara Criminal.
Julinere está presa e responde pelo assassinato do advogado, morto a tiros em julho de 2024, em Cuiabá. A acusação aponta que ela teria participado do planejamento do crime e atuado como mandante da execução.
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Em maio deste ano, a defesa já havia apresentado outro habeas corpus, que teve o pedido liminar negado. Na ocasião, os advogados alegaram constrangimento ilegal e sustentaram que a decisão que levou Julinere a julgamento pelo Tribunal do Júri não teria apresentado fundamentação suficiente para justificar a manutenção da prisão.
A defesa também argumentou que não haveria risco que justificasse a prisão preventiva e pediu, alternativamente, que ela pudesse cumprir a medida em prisão domiciliar.
Ao analisar o pedido anterior, o magistrado considerou que a concessão de liberdade em caráter liminar é uma medida excepcional e depende da existência de ilegalidade evidente, o que, segundo ele, não foi constatado no caso.
O entendimento foi de que a complexidade do processo exigia uma análise mais aprofundada, com informações do juízo responsável pela ação e manifestação do Ministério Público. Com isso, o pedido urgente foi negado e o habeas corpus seguiu para análise do colegiado.
Segundo as investigações, Renato Nery foi assassinado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural de mais de 12 mil hectares localizada em Novo São Joaquim, na região leste de Mato Grosso.
O marido de Julinere, Cesar Jorge Sechi, também responde pelo crime e é apontado pela acusação como responsável pela coordenação financeira da execução. O Ministério Público sustenta que o assassinato foi planejado por uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre mandantes, intermediários e executores.
O crime
Renato Gomes Nery tinha 72 anos quando foi morto, em 5 de julho de 2024. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na frente do próprio escritório, em Cuiabá.
O advogado foi socorrido e levado para um hospital particular da Capital, onde passou por cirurgia. Ele não resistiu e morreu horas depois do procedimento.

