Presa, faccionada chefiava o tráfico e execuções no interior de MT
A Polícia Civil (PC) deflagrou, ontem (7), a operação “Coroa Quebrada” para cumprir 21 ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida em diversos crimes, como tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, homicídios qualificados, além da disputa territorial com uma facção rival, em Cáceres (220 km ao Oeste de Cuiabá) e região.
A atuação do grupo conta com o envolvimento de, pelo menos, 28 pessoas. Entre os alvos, está Amanda Kess Aguilera, conhecida como “Princesa”, e apontada como liderança da facção na região. Ela atualmente se encontra reclusa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
No geral, os policiais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, após manifestação favorável do Ministério Público do município. Além de Cáceres, as ordens foram cumpridas em Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, identificou que o grupo possui estrutura hierarquizada e divisão clara de tarefas.
Com funções específicas entre seus integrantes, o grupo criminoso era voltado à prática de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e homicídios qualificados, ocorridos em meio à disputa territorial com outra facção criminosa rival.
Conforme a PC, por meio das investigações, foi possível elucidar o modo de atuação do grupo investigado, com liderança exercida por “Princesa”, que orquestrava mortes, determinava punições e distribuía armas.
Mesmo detida, em razão de prisão anterior pela prática de homicídio qualificado, a faccionada continuava a decretar execuções contra membros da facção rival e a gerenciar o tráfico em Cáceres, mantendo contato contínuo com superiores hierárquicos.
Os demais alvos identificados atuavam em diferentes funções, como armeiros da facção, responsáveis por fornecer armas e munições; executores de homicídios, que atuavam sob comando da líder; responsáveis pela logística de drogas e armas; e envolvidos no roubo de veículos em benefício da organização.
“A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, disse o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, responsável pelas investigações.
