COMPARTILHAR

Uma pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 8, aponta que 56% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país após a derrota na eleição presidencial para fugir da Justiça. Outros 35% avaliam que a viagem aos Estados Unidos teve como objetivo evitar uma suposta perseguição política.

O levantamento também revela que 62% dos entrevistados consideram errada a decisão do parlamentar de sair do Brasil, enquanto 29% aprovam a atitude. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

Flávio deixou o Brasil poucos dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado em 25 de outubro. A viagem ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o senador entregasse seus passaportes, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

Divergências entre eleitores de direita

A avaliação sobre a saída do senador também divide os brasileiros que se identificam com a direita, mas não se consideram bolsonaristas. Nesse grupo, 46% aprovam a viagem, enquanto 45% a classificam como errada.

Quando questionados sobre os motivos da decisão, 51% desses eleitores afirmam acreditar que Flávio buscou se proteger de perseguição política. Outros 42% entendem que o objetivo foi escapar da Justiça.

Maioria desaprova reação à derrota

A pesquisa também avaliou a postura de Flávio Bolsonaro após o resultado das urnas. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados consideram que o parlamentar agiu mal depois da derrota, enquanto 25% aprovam seu comportamento.

Além disso, 59% desaprovam os questionamentos feitos pelo senador ao resultado eleitoral. Outros 34% apoiam essa posição.

Mesmo entre os eleitores que votaram em Flávio no segundo turno, 24% avaliam negativamente sua reação à derrota.

O levantamento identificou ainda que 30% dos brasileiros acreditam que houve fraude na eleição presidencial, percentual semelhante aos 29% registrados em pesquisa realizada após o pleito de 2022.

Sobre a pesquisa

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Leia também: Apoio de assessor de Milei viabilizou fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA, diz jornal