VÍDEO: Balbinotti diz que “a esquerda criou o feminicídio” e questiona eficácia de lei específica

Estadão MT

BALBINOTTI

O empresário do agronegócio Odilio Balbinotti (PL), primeiro suplente na chapa do deputado federal José Medeiros (PL-MT) ao Senado, afirmou que “a esquerda criou o feminicídio” e criticou o que considera falta de medidas eficazes para reduzir os assassinatos de mulheres no Brasil. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.

Ao abordar o tema, Balbinotti citou dados sobre violência contra mulheres e destacou a situação de Mato Grosso.

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“A cada 5 horas e 25 minutos, uma mulher é morta no Brasil. Os três primeiros meses foram os mais letais desde 2015. E, infelizmente, o nosso Mato Grosso é recordista nacional em morte de mulheres”, afirmou.

Na sequência, o empresário criticou a criação da tipificação específica do feminicídio e questionou sua eficácia no combate à violência.

“A esquerda criou o feminicídio, que na realidade é o homicídio de mulheres. Não resolve nada criar um nome. O que nós precisamos realmente é de ação contra esse absurdo”, declarou.

A fala representa a avaliação política de Balbinotti sobre a legislação e as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

O empresário também criticou o auxílio-reclusão ao comparar o benefício destinado, em determinadas condições legais, a dependentes de segurados presos com a situação de crianças que perdem as mães vítimas de assassinato.

“Pessoal, nós temos no Brasil um absurdo que se chama auxílio-reclusão. Auxílio-reclusão, na realidade, é para a família de quem cometeu o crime. E aquele filho que perdeu a mãe não tem apoio nenhum do Estado. Então você vê que é uma total inversão de valores”, disse.

Balbinotti defendeu duas frentes principais para enfrentar a violência contra as mulheres: punição aos autores dos crimes e independência financeira feminina.

“A solução para mim são dois pontos importantes. A primeira, acabar com a impunidade. Bandido é bandido. Cometeu crime, tem que realmente cumprir a sua pena”, afirmou.

Ele também defendeu maior acesso das mulheres à educação, renda e condições para deixar relacionamentos abusivos.

“A mulher precisa ter cultura, se educar e conseguir ter o seu ganho, a sua sustentabilidade econômica. Porque muitas mulheres, às vezes, ficam com esses homens que abusam delas, que batem e que acabam culminando com um homicídio, porque elas ficam reféns desses homens”, declarou.

Ao concluir, Balbinotti voltou a defender a autonomia financeira como forma de reduzir a dependência em relações violentas.

“Então nós precisamos empoderar essas mulheres e dar condição de elas subsistirem e terem o seu caminho independente desses homens”, disse.

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