VÍDEO: Cattani critica Anvisa e vê motivação política em polêmica envolvendo sabão Ypê
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apontou possível motivação política na polêmica envolvendo produtos da Ypê. Segundo o parlamentar, a empresa teria sido alvo de questionamentos após ter apoiado a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“É um órgão que está sujeito ao governo que está aí. Pode ser usado, sim. Não estou dizendo que foi, mas acredito que pode ser usado como ferramenta”, afirmou.
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Cattani também comentou os apontamentos feitos contra a empresa e disse que a situação já teria sido esclarecida. “A Anvisa detectou algumas irregularidades, fez um laudo, a empresa provou que não era isso, fez outro laudo e está tudo bem”.
O deputado ainda elogiou a marca, ressaltando sua credibilidade no mercado. “É o melhor detergente que tem aí e todo mundo sabe disso. Uma qualidade excepcional, uma empresa idônea, com meio século de existência”, destacou.
Durante a entrevista, Cattani ironizou conteúdos que circularam nas redes sociais sugerindo que pessoas teriam ingerido detergente, classificando o material como resultado de inteligência artificial. “Você acha que alguém bebe detergente? Eu não bebi de nada. Isso aí é brincadeira”, disse.
A polêmica envolvendo a marca ganhou repercussão após a Anvisa determinar a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos da empresa Química Amparo, responsável pela Ypê. A medida, publicada na resolução RE nº 1.834/2026, também incluiu o recolhimento dos itens atingidos.
A decisão alcançou detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade da empresa em Amparo (SP), sendo que, segundo a agência, apenas os lotes terminados com o número 1 foram afetados.
De acordo com a Anvisa, a medida foi adotada após uma inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril, em ação conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo. Durante a fiscalização, foram identificados “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”.
Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de garantia da qualidade, na produção e no controle dos produtos. Segundo a agência, essas irregularidades comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF), conjunto de normas obrigatórias para a indústria.
A Anvisa também alertou para risco à segurança sanitária, com possibilidade de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos que podem comprometer a segurança do consumidor.

