VÍDEO: Ministro enquadra discurso anti-Ibama: “nenhuma obra está parada por licenciamento em MT”
O ministro dos Transportes, George Santoro, rebateu no último sábado (20), em Dom Aquino, as críticas de lideranças de Mato Grosso sobre obras supostamente paralisadas por falta de licenciamento ambiental ou por entraves atribuídos ao Ibama.
A declaração foi dada durante a entrega do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, que contempla 162 quilômetros de trilhos entre Rondonópolis e Dom Aquino, além de um terminal ferroviário na BR-070.
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Nos últimos meses, o Ibama virou alvo de críticas de nomes como do ex-governador e pré-canddiato ao Senado Mauro Mendes (UB), secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, e do governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos).
O ex-governador Mauro chegou a defender a extinção do órgão, alegando falta de eficiência em processos de licenciamento. Já Mauro Carvalho atribuiu ao Ibama a demora em obras como a duplicação da MT-251 e a solução definitiva para o Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. Pivetta também cobrou mais agilidade do Governo Federal em obras como a BR-158.
Ao ser questionado sobre o tema, Santoro afirmou que o licenciamento ambiental precisa ser cumprido, independentemente de ser federal ou estadual. “Licenciamento ambiental precisa ser feito. Se é estadual ou federal, tem que cumprir as regras, que são regras federais. Se vai ser mais ágil ou menos ágil, isso pode acontecer”, afirmou.
O ministro negou que existam obras federais paradas em Mato Grosso por causa de licenciamento ambiental. “Aqui não tem mais nenhuma obra parada no Mato Grosso por licenciamento. Todas as obras estão em andamento”, disse.
Santoro citou a BR-158 como exemplo e afirmou que o Governo Federal já entregou 10 quilômetros da rodovia, além de prever novas entregas ainda neste ano.
“Inclusive a BR-158, que é nosso sonho histórico, nós entregamos 10 quilômetros. Vamos entregar mais 20 em setembro e mais 10 até dezembro. Ou seja, vamos dizer que são 40 quilômetros”, declarou.
O ministro também rebateu a tentativa de transferir toda a responsabilidade ao Ibama. Segundo ele, antes de apontar culpa ao órgão ambiental, é preciso verificar como os estudos foram apresentados e se as alternativas técnicas foram devidamente analisadas.
“Eu não sei como foi feito o tratamento do licenciamento. Eu não sei como foram apresentados os estudos. Muita gente fala: ‘eu quero passar por aqui a rodovia’. Fez os estudos? Apresentou as alternativas? É muito fácil falar e botar a culpa no Ibama”, criticou.
A fala de Santoro ocorre em meio a um histórico de cobranças do Governo de Mato Grosso por maior autonomia em obras e licenciamentos ambientais. Para o ministro, no entanto, o caminho é cumprir as etapas técnicas e legais, sem transformar o órgão ambiental em único responsável pelos atrasos. “Espero que a gente faça o trabalho”, concluiu.

