VÍDEO: Vítima enviou foto ao ex-marido antes de ser morta; polícia apura crime passional

Reprodução

BRUNO ABREU

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o tiro que matou Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, atingiu a nuca e ficou alojado próximo à coluna cervical. Segundo ele, caso a jovem sobrevivesse, havia risco de ficar tetraplégica. Ana Cristina foi morta na manhã de sábado, 15 de agosto, em uma quitinete no bairro Alvorada, em Cuiabá.

“Foi um tiro na nuca. A munição ficou alojada na altura da coluna vertebral. Segundo as informações que a equipe médica passou para nós, se ela sobrevivesse, ficaria tetraplégica”, afirmou o delegado.

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A DHPP também investiga as últimas horas da vítima antes do crime. Por volta das 5h, Ana Cristina teria enviado ao ex-marido uma foto em que aparecia com o filho e informado que a criança não estava bem.

Pouco tempo depois, vizinhos relataram ter ouvido um disparo na região da quitinete. Como não perceberam o que havia ocorrido naquele momento, voltaram a dormir. Segundo a investigação, o disparo ouvido seria o mesmo que atingiu Ana Cristina.

O principal suspeito é Fabiano Oliveira Borges, conhecido como “Pépi”, que mantinha um relacionamento recente com a vítima e segue foragido.

Bruno Abreu afirmou que Ana Cristina trabalhava com Fabiano e que os dois estavam se relacionando havia cerca de duas semanas. A jovem também tinha um ex-marido, com quem teve um filho.

Uma das linhas investigadas é de que Ana Cristina poderia estar tentando reatar com o ex-companheiro.

A polícia apura se Fabiano teve acesso ao celular da vítima e encontrou alguma conversa que possa ter provocado ciúmes e antecedido o crime.

“Ela trabalhava com ele e estava se envolvendo com ele havia aproximadamente duas semanas. Ela tinha um ex-marido e um filho. Pelo que entendemos até agora, ela poderia estar tentando reatar com o ex, e o suspeito pode ter pegado o celular e visto alguma conversa. A partir disso, teria feito alguma ameaça”, relatou o delegado.

Fabiano continua foragido e é procurado pelas forças de segurança. O caso segue sob investigação da DHPP.

 

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Estadão MT