A estudante de Direito Thainá Alvares, de 23 anos, denunciou nas redes sociais ter sido agredida por policiais militares durante uma ocorrência registrada na madrugada de segunda-feira, 10 de agosto, no bairro Novo Horizonte, nas proximidades do CPA 3, em Cuiabá. Filha de um policial militar, ela afirmou nunca ter passado por situação semelhante.
Segundo o relato da jovem, o episódio começou por volta das 2h40, quando ela acordou após ouvir barulhos que pareciam disparos de arma de fogo e perceber luzes passando pelas frestas do quarto, como se houvesse pessoas no quintal da residência.
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Assustada, Thainá disse que primeiro verificou se o filho estava bem e, em seguida, checou a situação da avó, que é acamada, tem problemas de saúde e mora na mesma casa.
Ao olhar pela janela de um dos quartos, a estudante afirmou ter percebido a presença de policiais no quintal. Segundo ela, houve um primeiro contato com os militares e, pouco depois, ela foi ao banheiro porque estava passando mal.
Ainda conforme a versão de Thainá, um policial passou a ordenar que ela abrisse a porta. A jovem disse ter pedido alguns instantes, mas teria ouvido do militar que deveria “abrir a porra da porta” em três segundos.
Segundo o relato, o policial iniciou uma contagem regressiva e ela decidiu começar a gravar a abordagem.
Thainá afirmou que, ao abrir a porta, inicialmente não viu ninguém. Pouco depois, um policial teria aparecido e determinado que ela colocasse as mãos sobre a cabeça.
A estudante disse ter questionado a ordem porque estava dentro da própria residência e havia aberto a porta voluntariamente. Segundo ela, um dos militares então bateu em sua mão, derrubando e danificando o celular.
No vídeo divulgado nas redes sociais, Thainá afirma que passou a ser agredida enquanto era questionada sobre pessoas que dizia não conhecer. Ela também acusa um dos policiais de ter dado um soco em sua boca.
Segundo a jovem, havia uma pessoa em frente à residência que estaria vendendo drogas e que, durante a abordagem, teria feito ameaças de colocar entorpecentes sobre ela para incriminá-la por tráfico.
Visivelmente abalada no vídeo, Thainá disse ter entrado em pânico durante a ocorrência.
“Eu estava apanhando de pessoas que deveriam me proteger”, afirmou.
A estudante declarou ainda que nunca havia sido agredida e disse que o episódio provocou medo e revolta.
As acusações são baseadas no relato divulgado por Thainá e ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. Até o momento, no material apresentado, não há manifestação oficial da Polícia Militar sobre a versão da estudante.
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