VIDEO/REVOLTANTE: Pais denunciam maus-tratos e agressões a crianças em creche de MT

Redação | Estadão Mato Grosso

Vídeos que circulam entre pais de alunos mostram situações de possível violência contra crianças atendidas pela creche filantrópica Menino Jesus, localizada entre os bairros Jardim Brasil e CPA 4, na região da Morada da Serra, em Cuiabá. As imagens foram entregues à Polícia Civil, que abriu investigação para apurar os episódios e eventuais responsabilidades.

A instituição atende 53 crianças, com idades entre 1 e 4 anos, por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.

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Segundo relatos obtidos pela reportagem, os pais tiveram acesso às gravações no último sábado, 8 de agosto. Há ainda alegações de que situações semelhantes poderiam ocorrer desde o início do ano.

Em uma das imagens, uma funcionária aparece dando tapas no rosto de um menino durante uma refeição. Em seguida, ela puxa a criança e a repreende. Em outro trecho, o mesmo menino aparece sendo segurado pelos braços.

Outra gravação mostra uma funcionária puxando uma menina pelo braço e conduzindo-a até uma mesa do refeitório. Há ainda imagens de uma criança chorando do lado de fora de uma sala com a porta fechada.

Uma mãe, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, afirmou estar assustada com o conteúdo das gravações.

“Eu me sinto, assim, horrorizada. Eu tenho muito medo de deixar meu filho lá. Só deixo mesmo porque eu preciso trabalhar”, relatou.

Segundo a reportagem, outras mães também evitaram dar entrevistas por se sentirem inseguras, já que a instituição está inserida em uma comunidade onde muitas famílias e funcionários se conhecem.

Após a repercussão do caso e o início das apurações, a diretora da instituição renunciou ao cargo. Uma integrante da diretoria deverá assumir provisoriamente a administração da creche até a conclusão dos procedimentos para escolha da nova direção.

Uma carta afixada no portão da unidade informa que a instituição foi orientada a adotar medidas para preservar a integridade das crianças durante a investigação, inclusive em relação ao contato dos profissionais citados nas denúncias com os alunos.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias dos episódios registrados nas imagens e eventual responsabilidade dos envolvidos.