MT: relatório expõe omissão do poder público no combate ao feminicídio

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Mulher - violência 2

A taxa estadual de feminicídio supera a média nacional e é superior à de estados mais populosos do país, segundo rekatório

Um relatório preliminar da Câmara Setorial Temática de Enfrentamento ao Feminicídio, na Assembleia Legislativa, aponta que o feminicídio em Mato Grosso é consequência de falhas estruturais, subexecução orçamentária e fragilidade da rede de proteção.

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O documento, que está em fase de sistematização e que será apresentação oficialmente na segunda-feira (2), na ALMT, pela suplente de deputada Edna Sampaio (PT), é baseado em dados oficiais.

Cita, por exemplo, que, entre 2022 e 2025, o Estado registrou 195 assassinatos de mulheres.

A taxa estadual supera a média nacional e é superior à de estados mais populosos do país.

O documento defende a superação de ações fragmentadas e a construção de uma política de Estado permanente, estruturada e devidamente financiada.

Destaques do relatório:

* 195 feminicídios entre 2022 e 2025; aumento em 2025 indica tendência de crescimento

* Taxa de 2,47 por 100 mil mulheres (média nacional é 1,34)

* Cáceres chegou a 15,3 por 100 mil mulheres

* 161 vítimas deixaram filhos e 23 crianças presenciaram o crime

* 119 municípios não destinam recursos específicos para enfrentamento

* Em 2022, menos de 6% do orçamento previsto foi executado



Diário de Cuiabá