Juiz nega retirar tornozeleira de advogado envolvido na execução de Zampieri

Reprodução

Roberto Zampieri

A Justiça de Mato Grosso negou o pedido para retirar a tornozeleira eletrônica do advogado Peterson Venites Komel Júnior, apontado pelo Ministério Público como responsável pelo recrutamento do executor e pela obtenção da arma usada no assassinato do advogado Roberto Zampieri. A decisão foi proferida nesta quinta-feira, 13 de agosto, pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

Peterson alegou que está submetido ao monitoramento eletrônico há mais de um ano e que nunca descumpriu as medidas impostas pela Justiça. O Ministério Público se manifestou contra a retirada do equipamento.

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Ao analisar o pedido, o magistrado concluiu que não houve mudança relevante capaz de justificar a revogação da medida. Segundo a decisão, permanecem os fundamentos que levaram à imposição das cautelares.

A defesa também pediu a devolução de um iPhone 15 e de um notebook Dell. A Justiça, porém, manteve os equipamentos apreendidos porque eles ainda podem ser necessários em novas perícias ou outras diligências no decorrer do processo.

Por outro lado, o juiz autorizou a defesa de Peterson a acessar integralmente os dados de dois HDs apreendidos durante a investigação.

Davidson Esteves Nunes e José Geraldo Pinto Filho, que não foram denunciados pelo Ministério Público, tiveram pedidos atendidos. Davidson poderá retirar a tornozeleira eletrônica e receberá de volta o passaporte e um celular Xiaomi Redmi Note 10S. José Geraldo também terá devolvidos um celular Motorola e o passaporte.

Segundo o juiz, como os dois não foram denunciados e os aparelhos já passaram por perícia, não havia mais motivo para manter as restrições.

A decisão ainda manteve o entendimento anterior que negou a prisão preventiva de Peterson, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater. O Ministério Público recorreu para tentar obter a prisão dos três, mas o juiz manteve a decisão e encaminhou o recurso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em cerca de R$ 100 milhões.



Estadão MT