Polícia encontra mensagens de vereador para membro do CV e vê tentativa de criar álibi

Reprodução

Tulio César - prints -  Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho

A Polícia Civil aponta que o vereador Tulio César teria participado da fuga do responsável pelo assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães, de 20 anos, morta com um tiro na cabeça dentro de uma boate em Poxoréu. A suspeita ganhou força após a análise de dados extraídos do celular do parlamentar.

Durante a perícia no aparelho, os investigadores identificaram uma relação próxima entre Tulio e José Geraldo da Silva, conhecido como “Padrinho”, também preso no caso e apontado pela polícia como integrante de destaque do Comando Vermelho na cidade.

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Segundo a investigação, mensagens trocadas entre os dois justamente no período do homicídio foram apagadas. No entanto, uma conversa posterior permaneceu registrada e, para a polícia, mostra uma tentativa de alinhar uma versão sobre onde ambos teriam passado a noite. No diálogo, são citados um amigo que estaria com problemas na rua e uma movimentação financeira.

Outro elemento analisado pelos investigadores são imagens de câmeras de segurança. O carro usado pelo vereador teria aparecido nas proximidades do ponto onde o autor do disparo foi visto pela última vez. Depois, o veículo teria deixado Poxoréu durante a madrugada e retornado pouco tempo depois.

Em depoimento, Tulio afirmou que não saiu de casa e que dormia no momento do assassinato. A versão, segundo a polícia, não foi comprovada.

A investigação sustenta ainda que José Geraldo teria participado da preparação da emboscada ao atrair Lavignia até a boate. Já Tulio, conforme a linha apurada pela Polícia Civil, teria conhecimento antecipado do plano e auxiliado na retirada do executor da cidade.

A ordem para matar a jovem, segundo a polícia, teria partido de Aldo Rodrigues de Sousa, o “D40”, apontado como liderança do Comando Vermelho em Poxoréu e atualmente preso na Penitenciária da Mata Grande. A motivação investigada é a suspeita, dentro da facção, de que Lavignia repassava informações a policiais.

Tulio e José Geraldo permanecem presos. O autor do disparo ainda não foi identificado, e as investigações continuam.



Estadão MT