Vídeo: Angeliquinha fazia plásticas para mudar o rosto e usava documento falso na Bolívia, diz delegado
Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, estava realizando cirurgias plásticas para modificar o rosto e dificultar sua identificação pelas autoridades. A criminosa, apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde vivia desde que fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em agosto de 2025.
Segundo o delegado Victor Hugo Caetano, Angeliquinha já havia passado por diversos procedimentos estéticos e começou a realizar novas intervenções para alterar suas características faciais. A estratégia tinha como objetivo dificultar o reconhecimento da foragida, que integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil.
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O delegado explicou que a realização de cirurgias plásticas para modificar a aparência é uma prática utilizada por criminosos foragidos, especialmente aqueles que ocupam posições de destaque em organizações criminosas e dispõem de recursos financeiros para permanecer escondidos.
Além das mudanças na aparência, Angeliquinha utilizava um documento brasileiro falso durante o período em que esteve na Bolívia. Ela havia estabelecido residência no país vizinho após escapar do sistema penitenciário mato-grossense.
A captura foi realizada em uma operação conjunta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Gerência Estadual de Polinter e Capturas e das autoridades bolivianas.
EXPULSÃO OU DEPORTAÇÃO
Angeliquinha permanece na Bolívia e será entregue às autoridades daquele país, que deverão decidir se ela será expulsa ou deportada.
A definição caberá ao governo boliviano, conforme os procedimentos previstos na legislação local. Até que a situação migratória seja resolvida, a criminosa permanecerá em território boliviano.
A Polícia Civil de Mato Grosso acompanha os procedimentos necessários para que Angeliquinha seja encaminhada ao Brasil, onde possui condenações que ultrapassam 200 anos de prisão.
HISTÓRICO CRIMINAL
Angeliquinha estava foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Desde então, passou a integrar a lista dos criminosos mais procurados do Brasil, mantida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Apontada como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no extremo norte de Mato Grosso, ela possui condenações por crimes como homicídio, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.
Entre os crimes atribuídos a Angeliquinha está a execução de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde, em agosto de 2022. As vítimas teriam sido sequestradas e assassinadas após serem identificadas pelos criminosos como integrantes de uma facção rival.
Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, que teve como alvo familiares da criminosa. A investigação apontou suspeitas de envolvimento do pai, da filha e do genro de Angeliquinha em um esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar, com movimentação superior a R$ 20 milhões.
Após a captura, a filha de Angeliquinha, a influenciadora Kauany Beatriz, se manifestou nas redes sociais e pediu proteção para a mãe. Na publicação, reconheceu que os crimes atribuídos a ela não são corretos, mas destacou o vínculo familiar e pediu que sua vida fosse preservada.
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