Bolsonarista, Wellington defende aumento do Bolsa Família e diz ser favorável a auxílios

Fernanda Leite | Estadão Mato Grosso

Wellington Fagundes | Mariene Fagundes

Candidato ao governo pelo PL, o senador Wellington Fagundes defendeu o aumento do Bolsa Família e afirmou ser favorável à distribuição de auxílios e benefícios para quem está passando por dificuldades. A declaração foi dada poucos dias antes das eleições, após o Governo Federal anunciar o reajuste de 15,04% no programa, que elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.

Questionado sobre o aumento, Wellington afirmou que é favorável à medida e lembrou que, durante a pandemia, trabalhou pela elevação do benefício de R$ 300 para R$ 600, atribuindo a decisão ao então presidente Jair Bolsonaro.

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“Na pandemia, nós votamos e trabalhamos duro para aumentar de R$ 300 para R$ 600. A oposição naquela época blefou, não queria, e o presidente Bolsonaro foi lá firme. Não, eu não quero que aumente para R$ 400, vamos aumentar para R$ 600, porque as pessoas estão passando necessidade”, afirmou.

A declaração, entretanto, omite parte do histórico da medida. Durante a pandemia, o então presidente Jair Bolsonaro propôs inicialmente um Auxílio Emergencial de R$ 200. O benefício chegou a R$ 600 após negociações no Congresso Nacional, com participação de parlamentares da oposição.

O senador também defendeu que o benefício seja aumentado novamente para atender pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Nós queremos que aumente mais para as pessoas que estão precisando, inclusive o salário mínimo. Precisa aumentar o salário mínimo”, disse.

O reajuste do Bolsa Família, programa criado em 2003, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro. A atualização de 15,04% leva o valor mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado também sobe de R$ 675 para R$ 777.

Segundo o Governo Federal, a atualização corrige os valores pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Wellington relacionou a defesa dos benefícios à situação de pobreza em Mato Grosso e afirmou que mais de 500 mil pessoas estariam passando necessidade.

“Principalmente como a Baixada Cuiabana e Mato Grosso, um Estado tão rico, ter mais de 500 mil pessoas passando necessidade, em regime de pobreza, essas pessoas precisam de ajuda”, afirmou.

Apesar de defender os auxílios, o candidato disse que considera necessário combinar a assistência com geração de empregos e capacitação profissional.

“Eu sou favorável a gerar emprego. Eu sou favorável à capacitação profissional”, reforçou.



Estadão MT