Chacina em Formosa: quatro pessoas são mortas após cobrança de dívida; veja o momento

Uma dívida em aberto, quatro pessoas mortas a tiros dentro da residência de um policial militar da reserva e dois principais suspeitos que deixaram o local antes da chegada das forças de segurança. Esses são alguns dos elementos que cercam a chacina registrada na tarde desta terça-feira, 11, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.

Em entrevista ao Jornal Opção, o delegado regional José Antônio revelou novos detalhes da investigação e confirmou que o policial militar da reserva e o filho dele estão entre os principais suspeitos do caso. Os dois moravam na residência onde ocorreram os disparos e, até o momento, não foram localizados.

Apesar das suspeitas, a Polícia Civil ainda trabalha para estabelecer a dinâmica exata do crime e determinar quem efetuou os disparos. Uma eventual terceira participação também está sob investigação.

“A informação que podemos divulgar neste momento é que quatro pessoas morreram na região de Formosa. De acordo com os levantamentos realizados até agora, o caso teria relação com uma dívida que estava em aberto”, afirmou o delegado ao Jornal Opção.

O crime aconteceu por volta das 13h50. A sequência de disparos terminou com quatro pessoas mortas ainda no local. Quando as forças de segurança chegaram ao endereço, os principais suspeitos já haviam saído.

Crime ocorreu dentro da residência do PM

O fato de as mortes terem ocorrido justamente na casa do policial militar da reserva é um dos principais elementos analisados pelos investigadores.

Segundo José Antônio, existem indícios que apontam para a possível participação do militar. A Polícia Civil, porém, ainda não considera a autoria definitivamente esclarecida e aguarda o avanço das diligências antes de atribuir formalmente a responsabilidade pelas mortes.

“Há indícios do envolvimento de um policial militar da reserva, mas a participação dele ainda não pode ser confirmada de forma definitiva. Vários disparos foram efetuados e as quatro vítimas morreram no local. Os suspeitos fugiram após o crime e ainda não foram localizados”, explicou.

A investigação não se baseia apenas no endereço onde ocorreu a chacina. Testemunhas que teriam presenciado os acontecimentos já integram a apuração, e imagens de sistemas de monitoramento também estão sendo utilizadas para reconstruir os momentos anteriores e posteriores aos disparos.

“As investigações apontam para a possível participação do policial da reserva porque os disparos ocorreram na residência dele. A apuração também conta com relatos de testemunhas oculares e imagens de sistemas de monitoramento. Apesar dos indícios, a participação do militar ainda depende de confirmação definitiva”, ressaltou José Antônio.

Dívida é uma das peças centrais da investigação

A possível cobrança de uma dívida aparece, neste momento, como uma das principais linhas para explicar o que levou as quatro vítimas até o endereço e o que teria desencadeado os disparos.

A Polícia Civil ainda não informou oficialmente o valor do débito, sua origem ou quem seria diretamente responsável pela dívida. Essas questões fazem parte das diligências em andamento.

O ponto central da investigação agora é estabelecer o que ocorreu entre a chegada das vítimas à residência e o início dos tiros. A polícia também tenta determinar quantas pessoas estavam no imóvel naquele momento, quantas armas foram utilizadas e de onde partiram os disparos que mataram os quatro homens.

Essas respostas serão fundamentais para esclarecer se houve confronto, como teria começado a sequência de tiros e qual foi a participação individual de cada pessoa investigada.

Pai e filho são procurados

José Antônio confirmou ao Jornal Opção que as informações reunidas até agora concentram as buscas em duas pessoas: o PM da reserva e o filho.

“Tudo indica que os envolvidos sejam pai e filho. Os dois moravam sozinhos na residência e continuam sendo procurados pelas equipes”, afirmou.

A localização dos dois é considerada importante para o avanço da investigação, já que os investigadores pretendem confrontar eventuais versões apresentadas por eles com os depoimentos das testemunhas, as imagens de monitoramento e os demais vestígios recolhidos.

O delegado não informou para onde os dois podem ter seguido após deixarem o endereço.

Possível terceiro envolvido entra no radar

Além de pai e filho, a investigação passou a considerar a possibilidade de uma terceira pessoa ter participado do episódio.

“Há ainda a informação de um possível terceiro envolvido no caso”, revelou José Antônio.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou quem seria essa pessoa nem quais elementos levaram os investigadores a considerar a hipótese. Também não está esclarecido se o possível terceiro envolvido estaria no imóvel durante os disparos ou teria participação em outro momento do crime.

A existência de mais uma pessoa envolvida é uma das frentes que deverão ser aprofundadas a partir da análise das imagens e dos depoimentos.

Quatro vítimas já foram identificadas

As quatro pessoas mortas já foram identificadas pela Polícia Civil. Entre elas está um ex-assessor da Prefeitura de São João d’Aliança. Outra vítima também era moradora do município.

“Uma delas foi ex-assessor da Prefeitura de São João d’Aliança e outra era moradora do município. Em relação às outras duas, as equipes ainda trabalham para confirmar onde residiam”, informou o delegado.

A identidade das vítimas não foi detalhada na declaração repassada pelo delegado. A investigação deverá apurar também qual era a relação de cada uma delas com os suspeitos e com a dívida apontada como possível motivação.

Com pai e filho ainda sendo procurados, a Polícia Civil concentra as diligências na localização dos suspeitos e na reconstrução da dinâmica da chacina. Testemunhos, imagens de câmeras e demais elementos reunidos no local deverão ajudar a esclarecer quem atirou, como o episódio começou e se uma terceira pessoa participou das quatro mortes.

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