Dia dos Namorados: apoio emocional também ajuda a proteger o coração
O Dia dos Namorados costuma ser associado ao amor e ao companheirismo. Mas os benefícios de ter alguém com quem contar podem ir além da vida afetiva. Estudos apontam que relações de confiança e uma rede de apoio consistente também podem contribuir para a saúde do coração.
Segundo o cardiologista intensivista e responsável pelas UTIs do Hospital São Mateus, Sandro Andrey Nogueira Franco, fatores emocionais passaram a ser considerados parte importante da prevenção cardiovascular.
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“Estresse crônico, ansiedade e sofrimento emocional podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Da mesma forma, problemas cardíacos também podem afetar o bem-estar psicológico. Por isso, cuidar da saúde emocional é uma forma importante de cuidar do coração”, afirma.
Rede de apoio também protege a saúde
Mais do que companhia, a presença de pessoas próximas pode influenciar diretamente comportamentos relacionados à saúde. Quem conta com uma rede de apoio costuma aderir melhor aos tratamentos médicos, manter hábitos mais saudáveis e buscar ajuda mais rapidamente diante de sinais de alerta.
Familiares, amigos ou parceiros também podem desempenhar um papel importante ao incentivar consultas, lembrar o uso correto de medicamentos e estimular a prática de atividades físicas.
“Ter pessoas próximas e relações de confiança ajuda a reduzir o estresse, favorece hábitos saudáveis e contribui para o acompanhamento adequado de doenças já existentes. Hoje entendemos que as conexões humanas também são importantes para a proteção do coração”, explica o especialista.
A influência dos relacionamentos sobre a saúde também aparece quando ocorre o contrário. A solidão e o isolamento social têm sido associados ao aumento do risco de hipertensão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.
A ausência de vínculos sociais significativos pode favorecer processos inflamatórios, aumento da pressão arterial e maior dificuldade para manter hábitos saudáveis e seguir tratamentos médicos.
“O bem-estar emocional não substitui alimentação equilibrada, atividade física ou acompanhamento médico, mas potencializa todos esses cuidados. Um coração saudável depende também da capacidade de lidar com o estresse, preservar a saúde mental e manter relações significativas ao longo da vida”, conclui Sandro Andrey Nogueira Franco.

