Jayme diz que UB tenta criar disputa onde só há um pré-candidato ao Governo
O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato ao Governo, afirmou nesta quinta-feira, 2 de julho, que a convenção estadual do partido deveria servir apenas para homologar, por aclamação, os nomes já colocados à disposição da sigla para as eleições de 2026.
Segundo Jayme, como seu nome é o único posto para disputar o Governo dentro do União Brasil, não haveria motivo para uma disputa interna. Para ele, a convenção é uma exigência formal da legislação eleitoral, mas, neste caso, deveria apenas cumprir o rito de registro das candidaturas.
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“A convenção é para fazer o quê? Só o rito processual em relação ao processo federal. Seria aprovado por aclamação, só tem um candidato”, afirmou.
Jayme defendeu que o partido deveria homologar de imediato tanto sua pré-candidatura ao Governo quanto a do ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado, além dos nomes que irão disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
“Não tinha por que nem ter convenção. Tinha que ser aprovado por aclamação, tanto o Jayme Campos, quanto o Mauro Mendes, quanto os candidatos a deputados estaduais e federais também. Tinha que ser homologado de imediato”, disse.
O senador criticou a condução interna da legenda em Mato Grosso e afirmou enxergar um “contrassenso” no processo. Para ele, há tentativa de imposição dentro do partido, o que não combina com o ambiente democrático.
“Aqui no Mato Grosso (SIC) está havendo um contrassenso, tudo errado na minha visão. Me parece que é uma coisa de imposição. Imposição não prevalece no regime democrático, na democracia”, declarou.
Jayme também avaliou que a forma como o processo está sendo conduzido pode gerar desgaste desnecessário dentro do União Brasil. Ele afirmou que abriu espaço para que Mauro Mendes e aliados apoiem quem quiserem na disputa ao Governo, inclusive o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), sem que isso inviabilize sua pré-candidatura.
“Eu acho que o que eles querem fazer não vai dar certo. Isso aí vai ter brigas, que não tinha nenhuma necessidade, até porque eu abria todas as possibilidades, todas as portas, para que o Mauro e algumas pessoas ligadas a ele apoiassem ele para senador, apoiassem Pivetta para governador e ponto, acabou”, completou.
IMPASSE
O impasse dentro do União Brasil ocorre porque o ex-governador Mauro Mendes defende apoio do partido à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Com isso, o senador Jayme Campos seria deslocado para a disputa ao Senado, hipótese que ele afirma já ter recusado.

