Jayme pede licença do União para apoiar Wellington e ficar fora da campanha de Pivetta
O senador Jayme Campos pediu ao União Brasil uma “licença eleitoral” de 45 dias para não participar das atividades de campanha da legenda em Mato Grosso. O pedido abre caminho para que ele continue apoiando Wellington Fagundes (PL) ao Governo sem precisar subir no palanque do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato apoiado pelo União.
O requerimento foi apresentado à Executiva Estadual do partido no dia 16 de setembro. Jayme argumenta que existe uma divergência político-eleitoral entre suas posições pessoais e o caminho escolhido pela direção estadual do União Brasil. Por isso, pede autorização para permanecer afastado das obrigações partidárias relacionadas à campanha estadual durante o período.
– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
A solicitação, porém, não significa saída do partido. No documento, Jayme afirma que pretende continuar filiado ao União Brasil e integrado à bancada da sigla no Senado. O afastamento ficaria restrito à atuação eleitoral em Mato Grosso, dando ao senador liberdade para manifestar apoio às candidaturas que considerar alinhadas às suas posições políticas.
O distanciamento entre Jayme e a direção estadual passou a ficar ainda mais evidente após a convenção do União Brasil, realizada em 30 de julho. Na ocasião, o senador defendia que o partido lançasse candidatura própria ao Governo, mas a proposta foi derrotada por 30 votos a 19. A maioria decidiu apoiar a reeleição de Pivetta.
Depois da decisão interna, Jayme passou a caminhar politicamente em outra direção. O senador declarou apoio a Wellington Fagundes e também participou de movimentações políticas ao lado do grupo que sustenta a candidatura do parlamentar do PL ao Palácio Paiaguás.
O pedido de afastamento tenta, portanto, formalizar uma situação que já vinha ocorrendo na prática: Jayme permanece no União Brasil, mas não pretende participar da campanha estadual definida pela legenda. O partido também tem Mauro Mendes (União Brasil) na disputa pelo Senado, enquanto Jayme mantém posições eleitorais diferentes das adotadas pela direção estadual.

