Júri absolve homem julgado por feminicídio cometido pelo “serial killer da UFMT”
A Justiça de Mato Grosso absolveu Julho César Correa da Silva, vulgo “Peba”, do assassinato de Marinalva Soares da Silva, executada em 2020 num terreno baldio localizado no bairro Parque Ohara, em Cuiabá. A decisão foi proferida na terça-feira, 23 de setembro, durante Tribunal do Júri. O verdadeiro autor do crime é Reyvan da Silva Carvalho, o “Serial Killer da UFMT”.
Marinalva foi assassinada no dia 27 de dezembro de 2020. Em julho de 2021, ele foi preso preventivamente, tornando-se réu no mesmo mês pelo crime.
– FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)
– FIQUE ATUALIZADO: Participe do nosso grupo no Telegram e fique sempre informado (clique aqui)
Em depoimento, ele confessou que conhecia a vítima e que esteve com ela no dia do assassinato consumindo bebidas alcoólicas. No entanto, ele negou ter matado a vítima. Reyvan chegou a depor contra Julho. No dia 12 de janeiro de 2024 foi relaxada a prisão do acusado.
A situação mudou durante as investigações da execução de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, no Campus da UFMT, ocorrida em julho deste ano. Em análises, a Politec (Perícia Oficial Técnica) encontrou vestígios biológicos de Reyvan no corpo de Marinalva a partir de exames de DNA.
Diante da reviravolta, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade delitiva, porém, não reconheceu a autoria atribuída ao acusado absolvendo ele das acusações.
“Assim, atenta à soberana decisão do Conselho de Sentença, a qual estou vinculada, ABSOLVO o acusado JULHO CÉSAR CORREA DA SILVA, qualificado nos autos, o que faço com fundamento no artigo 386, inciso IV, do Código de Processo Penal. Aguarde-se o trânsito em julgado desta decisão e oficie-se aos órgãos competentes para as baixas nos registros de antecedentes”, determinou a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que presidiu a sessão.
Serial killer
Reyvan foi apontado como estuprador em série, responsável por abusos e feminicídios entre 2020 e 2022, inclusive o de Marinalva. Ele também tem passagens por outros crimes.
O criminoso foi preso em 29 de agosto deste ano.

