Laudo aponta hipotermia e desidratação como causa provável da morte de Maria Fernanda em Doverlândia

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu que não houve participação de terceiros na morte de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, encontrada morta após desaparecer na zona rural de Doverlândia. Em coletiva nesta quinta-feira, 18, foi divulgado que a causa mais provável do óbito foi hipotermia associada à desidratação. No entanto, a hipótese de afogamento atípico ainda está sob análise.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Ramon Queiroz afirmou que a criança saiu sozinha de casa, passou por uma barreira colocada na entrada do imóvel e caminhou até a região onde foi localizada. “Nesse momento, a criança percebe que está sozinha, pode ter saído do local e acabou perdendo a vida. Essa foi a nossa análise, baseada em provas testemunhais e documentais”, afirmou.

Segundo o delegado, o inquérito será concluído com o indiciamento dos pais por abandono de incapaz com resultado morte, crime cuja pena prevista no Código Penal é de 4 a 12 anos de prisão. Apesar disso, Queiroz ressaltou que a possibilidade de perdão judicial deve analisada posteriormente pela Justiça, considerando as circunstâncias do caso.

“Pais eram extremamente amorosos. Todos os relatos e tudo o que pudemos acompanhar mostram que Maria Fernanda era uma criança extremamente cuidada, amada e zelada. Nós temos imagens do quarto dela, uma criança muito querida pelos pais, com uma parede cheia de fotos da família. Nunca houve qualquer relato sequer de maldade por parte desse pai. Ela era muito apegada ao pai, especificamente, e fazia muitas atividades com ele”, contou o delegado.

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