Wellington diz que Pivetta pode ter “simpatia”, mas ele tem o “amor” de Bolsonaro

O senador e pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), afirmou que tem o apoio da família Bolsonaro ao seu projeto nas eleições deste ano. A declaração foi dada ao comentar uma possível articulação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para tentar atrair o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), que estará em Cuiabá neste sábado (20), durante a Marcha para Jesus.

Segundo Wellington, Pivetta pode até contar com simpatia de integrantes do grupo bolsonarista, mas o projeto dele teria uma relação mais consolidada com o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.

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“Ele pode até ter simpatia, nós temos o amor. Nós temos o trabalho consolidado. Acima de tudo, estamos aqui, defendemos o Bolsonaro, sofremos com o Bolsonaro, estamos juntos com o Bolsonaro”, afirmou.

O senador também destacou que o apoio ao bolsonarismo não é recente e defendeu que sua ligação com o grupo político foi construída ao longo dos últimos anos. Para Wellington, a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República representa uma continuidade natural do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A gente até fala que não foi uma transferência de voto do Bolsonaro para ele, não. Foi transfusão de voto. Olha como o Flávio se apresentou como candidato, foi apresentado pelo presidente Bolsonaro e, automaticamente, ele já passou o Lula na intenção de voto”, disse.

Wellington afirmou ainda que a disputa eleitoral não será fácil e que a pré-campanha precisa ser construída com trabalho. O senador também mandou um recado aos adversários ao dizer que ninguém deve esperar vencer a eleição sem disputa.

“Não tem eleição fácil. Eu sempre falo que ganhar eleição só depois da apuração. Então, a gente não tem que acomodar, tem que trabalhar muito”, declarou.

Em outro momento, o senador afirmou que alguns adversários gostariam de vencer a eleição sem enfrentamento nas urnas. “Tem alguns que querem ser candidato por W.O. Nós estamos na Copa do Mundo, alguém quer ganhar por W.O.? Não. Tem que ir para campo, tem que jogar, tem que disputar, tem que mostrar a força. É o que estamos fazendo aqui”, completou.

O senador também afirmou que pretende construir um projeto voltado para a população mais vulnerável. “Nós queremos fazer um governo humano, voltado para as pessoas, principalmente para aquelas onde a mão do Estado não alcança. Com certeza, teremos uma disputa forte e entendemos que quanto mais candidato, melhor para a democracia”, disse.

Wellington deve participar da Marcha para Jesus. Já Pivetta não deve comparecer ao evento, conforme anunciado por ele próprio há alguns dias.



Estadão MT