Mauro nega favorecimento ao Banco Master e vê motivação política em investigação
O ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que a investigação aberta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre supostas irregularidades no credenciamento do programa de crédito consignado Credcesta tem motivação política. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 25 de junho, o pré-candidato ao Senado negou qualquer favorecimento ao Banco Master e disse ser alvo de uma tentativa de desgastar sua imagem após o anúncio de sua candidatura.
“A fábrica de fake news não para em Mato Grosso. Provavelmente vocês viram uma notícia de uma suposta investigação sigilosa que estaria ocorrendo lá no STJ contra mim. Por muita coincidência, essa notícia foi publicada exatamente no dia seguinte quando eu anunciei a minha candidatura ao Senado”, pontuou.
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A investigação foi aberta pelo STJ a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e apura suspeitas de irregularidades no credenciamento do programa Credcesta, operado pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, em 2023. O procedimento tramita sob sigilo.
Mauro negou que tenha havido tratamento privilegiado à instituição financeira e afirmou que o processo ocorreu dentro da legalidade.
“Em 2023, o Estado abriu 10% a mais de margem consignável e isso foi feito a pedido da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Valdir Barranco. Todo esse processo foi feito dentro da mais absoluta legalidade. Vinte e quatro bancos e instituições se credenciaram para fornecer esse cartão-benefício aos servidores. O Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar”, declarou.
O ex-governador ressaltou que o modelo de cartão-benefício foi adotado em outros estados e questionou o motivo da apuração.
“Esse cartão-benefício existiu em 22 estados brasileiros, com o Master e com diversas outras instituições. Eu pergunto a vocês: onde está o favorecimento?”, disse.
Durante o vídeo, Mauro insinuou que adversários políticos estariam tentando provocar a abertura de investigações para prejudicá-lo eleitoralmente. Sem citar nomes, fez referência a um ex-governador que também disputa uma vaga ao Senado.
“Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal, junto com alguns políticos aqui de Mato Grosso, para criar algum tipo de operação ou situação para tentar me prejudicar. Isso seria uma grande forçação de barra”, afirmou.
Ele ainda negou qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Não conheço e não tenho nenhuma relação com esse tal Vorcaro. Essa semana tentaram fabricar uma fake news nesse sentido e isso já foi desmentido por um documento oficial emitido pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro”, declarou.
Mauro comparou o episódio a uma investigação da qual foi alvo em 2014, quando era prefeito de Cuiabá, e que acabou arquivada.
“Em 2014 eu fui vítima de uma sacanagem. O Ministério Público Federal pediu busca e apreensão em 50 locais, entre eles a minha residência. Dois anos depois, pareceres da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e da Justiça arquivaram tudo. Mas aquilo me causou grandes danos. O que eles estão tentando agora é aplicar esse golpe novamente para tentar me prejudicar”, afirmou.
Ao encerrar o pronunciamento, o ex-governador voltou a dizer que existe um “comitê da maldade” atuando em Mato Grosso e em Brasília para disseminar informações falsas contra ele.
“O Comitê da Maldade, da fake news, está muito bem organizado em Mato Grosso. Alguns desses membros já foram condenados pela Justiça e todos serão processados. Acredito em Deus, acredito na seriedade da grande maioria do Ministério Público e do Judiciário brasileiro. Nenhuma mentira ou tentativa de maldade vai tirar de mim e da minha esposa Virgínia o propósito de continuar trabalhando e ajudando o nosso Mato Grosso”, concluiu.

