Max aposta na força da chapa e diz que Podemos pode eleger dois federais em MT
O presidente estadual do Podemos e candidato à reeleição para deputado estadual, Max Russi, afirmou que o partido aposta no equilíbrio da chapa de candidatos a deputado federal para conquistar ao menos uma cadeira na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a sigla não tem um único nome concentrando grande volume de votos, mas reúne vários candidatos com potencial de contribuir para o desempenho coletivo da legenda.
A avaliação foi feita nesta terça-feira, 22 de setembro, durante uma agenda de campanha com o candidato a deputado federal Delegado Fred Murta.
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“A gente não tem ninguém puxando chapa, mas nós temos todo mundo pontuando e pontuando bem. Então, essa soma aí pode dar um número de votos que possa fazer com que a gente puxe a segunda vaga”, afirmou Max.
O dirigente disse considerar certa a conquista de uma vaga e vê possibilidade de o partido alcançar uma segunda cadeira, desde que os candidatos ampliem a votação nesta reta final.
“Certeza de fazer um, 100%. Eu acredito que tem a possibilidade de nós fazermos dois, se todo mundo der uma performada boa”, declarou. A afirmação representa uma projeção eleitoral do próprio candidato.
A chapa do Podemos para deputado federal reúne o deputado Nelson Barbudo, que tenta a reeleição; o ex-deputado e ex-ministro Neri Geller; o ex-secretário estadual de Segurança Pública Coronel Cesar Roveri; Pastor Marcos Ritela; o ex-prefeito de Querência Fernando Gorgen; Delegado Fred Murta; além das vereadoras Gisa Barros, de Várzea Grande, Kalynka Meirelles, de Rondonópolis, e Katiuscia Mantelli, de Cuiabá.
Aposta na força da chapa
Para Max, a ausência de um grande “puxador de votos” pode favorecer a mobilização interna da chapa. Ele argumentou que, em partidos nos quais um ou dois nomes concentram a maior parte dos votos, os demais candidatos podem encontrar mais dificuldade para crescer na reta final. No Podemos, segundo ele, o desempenho estaria mais distribuído entre os integrantes da nominata.
“Acredito muito que a nossa chapa vai crescer agora, porque todo mundo performa bem, todo mundo vai aumentar os seus votos”, afirmou.
Max também projetou que o Podemos poderá eleger o deputado federal com a menor votação individual entre os oito escolhidos por Mato Grosso.
“Vai ser a chapa que vai eleger um federal com menos votos. O federal eleito nessa eleição com menos votos vai ser o deputado federal do Podemos e, mesmo assim, nós temos condição de fazer dois”, declarou.
A declaração está relacionada ao sistema proporcional usado nas eleições para deputado federal, no qual a votação do partido ou federação também influencia a distribuição das cadeiras. O desempenho individual continua sujeito às regras eleitorais e ao resultado geral das urnas.
A disputa segue aberta. Pesquisa espontânea da Percent Brasil divulgada em setembro mostrou que 62,5% dos eleitores de Mato Grosso ainda não sabiam em quem votar para deputado federal, índice que evidencia o espaço ainda disponível para movimentações na reta final. O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre 8 e 12 de setembro, com margem de erro de 2,83 pontos percentuais.

