Professor é afastado após condenação por perseguir ex-companheira



Campus da UFMT, em Cuiabá

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) afastou das atividades, na sexta-feira (24), o professor da Faculdade de Direito Saulo Tarso Rodrigues, condenado recentemente pelo crime de perseguição (stalking) contra a ex-companheira.  A medida foi publicada em portaria assinada pela reitora Marluce Aparecida Souza e Silva e permanecerá em vigor até a conclusão de uma investigação preliminar instaurada pela instituição.

De acordo com a portaria, o docente ficará afastado de todas as atribuições do cargo, sem prejuízo da remuneração, enquanto a universidade apura os fatos no âmbito administrativo. Segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), o professor recebe remuneração bruta de aproximadamente R$ 20,6 mil mensais.

O afastamento ocorre dois dias após a condenação do professor pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Na decisão, o juiz Valter Fabrício Simioni da Silva fixou pena de 10 meses e 15 dias de reclusão pelo crime de perseguição praticado contra a ex-companheira, em contexto de violência doméstica.

Conhecido como stalking, o crime de perseguição foi incluído no Código Penal em 2021 e consiste em perseguir alguém de forma reiterada, por qualquer meio, ameaçando sua integridade física ou psicológica, restringindo sua liberdade ou invadindo sua esfera de privacidade.

A UFMT ainda não informou quando a investigação administrativa deverá ser concluída nem quais medidas poderão ser adotadas ao término do procedimento. O processo disciplinar é independente da condenação criminal e poderá resultar em outras sanções previstas na legislação do serviço público federal.



Diário de Cuiabá