Gaeco aponta empresários como líderes de esquema de R$ 28 milhões no algodão
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificou o empresário Renato Antônio Duarte e sua filha, Marianna Costa, como os principais investigados da Operação Safra Desviada, deflagrada para desarticular um suposto esquema de fraudes na classificação de algodão que teria provocado prejuízos estimados em R$ 28 milhões a produtores rurais e empresas do setor em Mato Grosso.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de manipular a qualidade da fibra em benefício próprio, rebaixando a classificação do algodão e obtendo vantagens financeiras ilícitas. Além dos dois empresários, outras sete pessoas são investigadas por integrar a organização criminosa, que também utilizaria empresas de fachada e mecanismos financeiros para ocultar a movimentação dos recursos obtidos com as fraudes.
As apurações apontam que o esquema causou prejuízos tanto a produtores rurais quanto a empresas ligadas à cadeia produtiva do algodão. Conforme o Gaeco, os investigados também teriam adotado estratégias para dificultar o avanço das investigações e esconder o patrimônio supostamente obtido de forma ilícita.
Nesta fase da operação, a Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e diversas medidas patrimoniais. Entre elas estão o sequestro de uma aeronave e de três veículos, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de dez pessoas físicas e jurídicas investigadas. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros e a indisponibilidade de imóveis vinculados aos suspeitos.
A Operação Safra Desviada investiga crimes relacionados à cadeia do algodão, um dos principais produtos do agronegócio mato-grossense. O objetivo é apurar a atuação da organização, identificar todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados ao setor.
