VÍDEO: Abilio compara Marcha para Jesus a Carnaval e Parada LGBT+ ao rebater críticas
O prefeito Abilio Brunini (PL) rebateu as críticas de que estaria usando a Marcha para Jesus para fazer política e comparou o evento religioso a outras manifestações populares, como o Carnaval e a Parada LGBT+. A Marcha foi realizada no último sábado (20), em Cuiabá, e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, além de outros políticos ligados à direita.
Ao ser questionado sobre a mistura entre fé e política, Abilio afirmou que a politização não ocorre apenas em eventos religiosos. Segundo ele, diferentes grupos usam espaços públicos, manifestações culturais e movimentos sociais para defender pautas, ideias e visões de mundo.
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“Tem gente que usa o carnaval para misturar política, tem gente que usa a parada gay para misturar política, tem gente que usa qualquer coisa para misturar política”, declarou.
Na avaliação do prefeito, a cobrança sobre a presença de políticos cristãos na Marcha para Jesus seria seletiva. Para ele, enquanto outros eventos também carregam bandeiras políticas e ideológicas, apenas os cristãos seriam criticados quando manifestam publicamente sua fé no ambiente político.
Abilio afirmou que, no caso dos cristãos, a fé não deve ser separada da vida pública. Ele disse que ser cristão não é uma condição limitada à igreja ou a eventos religiosos, mas algo que acompanha a pessoa em todos os espaços, inclusive na política.
“A gente é cristão na política, fora da política. A gente é cristão dirigindo o carro, fora de dirigir o carro. Cristão no trabalho, cristão em algum lugar. Ser cristão e ser político é a nossa vida”, afirmou.
O prefeito também disse que outros grupos se enganam ao negar que eventos como Carnaval e Parada LGBT tenham relação com política ou com posicionamentos ideológicos. Segundo ele, a Marcha para Jesus apenas assume publicamente aquilo em que acredita.
“Cada um se engana como quiser. Alguns acham que estão se enganando no carnaval e não estão servindo a outro Deus. Alguns acham que estão na parada gay e não estão tendo algum movimento político”, disse.
Por fim, Abilio afirmou que não vê problema em associar sua atuação pública à fé cristã e negou que sua participação no evento tenha motivação eleitoral.
“A gente não se engana, a gente sabe o Deus que a gente serve. E a gente está aqui pela prova do Senhor e não pela política”, completou.

