VÍDEO: Paula nega “mão de ferro” e diz que trocas na Câmara fazem parte da gestão
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), negou que esteja usando exonerações e mudanças administrativas como forma de pressionar vereadores em meio à articulação para disputar novamente o comando da Casa. Segundo ela, as alterações no secretariado fazem parte da rotina de qualquer gestão e são prerrogativa da presidência
Paula foi questionada sobre reclamações de vereadores e aliados que afirmam que ela estaria descumprindo acordos feitos durante sua primeira eleição para a Mesa Diretora. A crítica é de que cargos que deveriam ser mantidos até 31 de dezembro estariam sendo trocados antes do prazo, em um movimento tratado nos bastidores como “mão de ferro”.
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A presidente rebateu a avaliação e disse discordar de qualquer interpretação nesse sentido. Segundo Paula, não há perseguição nem retaliação política nas mudanças feitas na estrutura administrativa da Câmara.
“É importante que a gente coloque que as mudanças administrativas fazem parte de qualquer gestão. Tanto da vereadora Paula Calil, como presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, quanto do prefeito Abilio, quanto do presidente da Assembleia Legislativa, quanto dos presidentes que estão na gestão das instituições. Isso faz parte”, afirmou.
Paula disse que as trocas são feitas com base na capacidade técnica e na condição de assessoramento à presidência. Ela afirmou que cabe ao presidente da Câmara nomear e exonerar servidores da estrutura administrativa.
“Nós avaliamos sempre, principalmente ao secretariado, que tenha uma assessoria que a gente avalie a capacidade desse secretário aliada à capacidade de assessoramento da presidência. Então, o secretário tem que ter esse entendimento da gestão como um todo. Me cabe, como presidente, nomear e exonerar”, declarou.
A vereadora também negou que espaços de aliados estejam sendo retirados por causa da disputa pela Mesa Diretora. Como exemplo, citou a vice-presidente da Casa, vereadora Maysa Leão (Republicanos), e afirmou que o espaço dela continua garantido.
“Eu discordo de qualquer posicionamento, de qualquer vereador. Pergunte, por exemplo, à vereadora Maysa Leão, que é a nossa vice-presidente, se o espaço dela dentro da Câmara não está garantido”, disse.
Paula também afirmou que vereadores que integram o grupo de Ilde Taques (Podemos), outro nome colocado na disputa pela presidência, ainda mantêm indicações dentro da Câmara. Segundo ela, o próprio Ilde possui uma indicação na estrutura administrativa da Casa.
“O próprio vereador Ilde Taques tem uma indicação de um secretário dentro da Casa”, afirmou.
A presidente citou a saída do então secretário de Gestão Administrativa, Heberth Fernando de Arruda, e disse que a mudança já estava combinada anteriormente, por causa do período eleitoral. No lugar dele, assumiu Rafael Silva do Amaral, conhecido como Rafael Ixpio, servidor de carreira da Câmara.
“O secretário Fernando, que é o secretário de Gestão, já era um combinado de ele sair devido ao período eleitoral e que viesse um novo secretário, por indicação do vereador Ilde Taques, assumir. E hoje assumiu o secretário Rafael Amaral, que é um servidor de carreira da Casa, tão bem qualificado como qualquer outro”, explicou.
A troca ocorre em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara, que vai definir o comando do Legislativo para o biênio 2027/2028. Paula é o nome defendido pelo prefeito Abilio Brunini (PL) para continuar no cargo, mas enfrenta resistência de parte dos vereadores e precisa viabilizar uma mudança no Regimento Interno para poder disputar novamente.
Para alterar a regra atual e permitir sua candidatura à reeleição, o grupo de Paula precisa reunir 18 votos entre os 27 vereadores. Nos bastidores, as exonerações e trocas em cargos estratégicos passaram a ser interpretadas por adversários como uma tentativa de reorganizar forças dentro da Casa. Paula, no entanto, sustenta que as mudanças são administrativas e normais dentro da gestão.
“Isso é normal e as mudanças administrativas fazem parte de qualquer gestão”, completou
Também foram exonerados a secretária de Cultura, Rayhana Saywre Tada Arnut, e o secretário de Patrimônio e Serviços, Uile Felipe Marques Rosa. Ambos eram indicados, respectivamente, pelos vereadores Eduardo Magalhães (Republicanos) e Sargento Joelson (Podemos).

