Morto em confronto assassinou chef de cozinha na frente dos filhos em briga por água 

Estadão Mato Grosso

mundo do crime

Wellington Bispo Pereira, de 50 anos, morto durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 23 de julho, em Cuiabá, havia sido condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato do chef de cozinha Joel Antônio Gonçalves, de 41 anos. O crime ocorreu em 2011, em frente à casa da vítima, no Residencial Sucuri, enquanto ela cuidava dos filhos.

Wellington foi baleado no bairro Coxipó da Ponte durante o cumprimento de uma ordem judicial pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

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Segundo a Polícia Civil, ele era considerado de alta periculosidade, possuía antecedentes por homicídios e era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho. Fotografias também mostravam Wellington ostentando uma pistola e fazendo gestos em apologia à organização criminosa.

Conforme a polícia, durante a entrada tática na residência, os agentes se identificaram e ordenaram que o investigado se rendesse. Ele, porém, teria desobedecido e sido encontrado em um dos quartos portando uma arma de fogo.

Diante da suposta ameaça, os policiais efetuaram disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas Wellington morreu ainda no local.

A arma e as munições encontradas com o criminoso foram apreendidas e encaminhadas para perícia. A ocorrência foi acompanhada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da Polícia Civil.

Wellington foi condenado pelo Tribunal do Júri, em agosto de 2018, a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte de Joel Antônio Gonçalves.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Joel saiu de casa após ouvir uma discussão na rua e encontrou Wellington, com quem tinha desavenças antigas. Após alguns minutos de conversa, o criminoso atirou no rosto da vítima, que morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.

Na sentença, a Justiça destacou que o assassinato ocorreu em frente à residência de Joel e foi presenciado pelos filhos da vítima.

Wellington também havia sido condenado pela participação em uma chacina ocorrida em Cuiabá, em 1994. Ele respondeu por homicídio triplamente qualificado e permaneceu preso por aproximadamente 15 anos. Meses após obter a progressão de regime, voltou a cometer outro homicídio.

 

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