VÍDEO: Medeiros ataca Supremo e tenta explicar recuo de Flávio Bolsonaro em 2019

Estadão MT

MEDEIROS

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam cometido crimes e promovido uma “ditadura” no país. A declaração foi dada nesta quarta-feira (22), durante a convenção estadual do PL, que oficializou as candidaturas do partido.

Ao ser questionado sobre a resistência de integrantes do próprio grupo político à criação da CPI da Lava Toga, Medeiros alegou que o cenário atual é diferente daquele vivido em 2019.

– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsAppTelegram e Instagram)

“Naquele momento, os ministros não tinham, não havia essa caixa de Pandora que aconteceu. Hoje há nitidamente uma ditadura por parte de alguns ministros, que fizeram o pior tipo de corrupção que tem, que é a corrupção da interpretação da lei”, declarou.

O discurso atual, porém, contrasta com a atuação do senador Flávio Bolsonaro, também do PL. Em abril de 2019, ele foi o único dos quatro senadores do então PSL que não assinou o pedido de instalação da CPI destinada a investigar integrantes dos tribunais superiores. Na época, Flávio alegou que sua adesão poderia ser interpretada como uma manifestação informal do governo de Jair Bolsonaro e provocar uma “guerra institucional”.

Meses depois, Flávio também foi acusado pela senadora cassada Selma Arruda (MT) de pressioná-la a retirar a assinatura do requerimento. Selma relatou que o parlamentar elevou o tom durante uma ligação e afirmou que chegou a desligar o telefone após ele não atender ao pedido para parar de gritar.

A senadora cassada classificou a postura como “mal-educada e descabida” e disse que Flávio parecia estar lhe dando uma ordem. O senador negou ter gritado ou tratado Selma de forma desrespeitosa.

Agora, ao justificar a mudança no posicionamento do grupo, Medeiros afirmou que a discussão deixou de ser apenas ética e passou a envolver, segundo ele, o equilíbrio entre as instituições.

“Naquele momento, entenderam que o Conselho Nacional de Justiça havia de tratar desse tema. Agora, os ministros ficaram acima de tudo isso. Estamos falando em termos de equilíbrio institucional”, afirmou. 



Estadão MT