Operação desarticula rede de tráfico do Comando Vermelho em MT

 

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Na operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e 11 bloqueios de contas bancárias

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Vinculum Sanguinis.

O objetivo é cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região Norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

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Na operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá) até a região de Sinop.

O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado.

Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

ROTA DO TRÁFICO – As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia (a 100 km de Sinop), ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína.

O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop.

Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares.

Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis.

O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos.

O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior.

A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

A OPERAÇÃO – O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção Comando Vermelho, e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Diário de Cuiabá

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