Com colaboração de Teresa Prado
Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção nesta quarta-feira, 4, Leonan Macedo, irmão de Larissa Pereira Macedo, detalhou os momentos que antecederam a morte da irmã no último domingo (1º), no Setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia. Larissa, de 32 anos, foi atropelada e morta pelo caminhão que o companheiro dirigia.
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Segundo Leonan, ele estava no Hospital Crer acompanhando o pai acamado quando recebeu a primeira ligação de emergência da sobrinha de 8 anos:
“Titio, corre pra cá, porque ele deu um soco na minha mãe e ela caiu”.
Poucos minutos depois, em uma segunda chamada, a criança voltou a ligar desesperada:
“Pelo amor de Deus, Titio, onde o senhor tá? Minha mãe tá caída no chão”.
A caminho do local do crime, a esposa de Leonan conseguiu falar ao telefone com a equipe da Polícia Militar que atendia a ocorrência, momento em que foi confirmada a morte de Larissa. O irmão relatou ainda que a mãe da vítima estava com um sentimento ruim desde o dia anterior.
Welber Felippe, suspeito do caso, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil acompanhado de uma advogada e prestou depoimento sobre o ocorrido. O nome da defensora não foi passado pela corporação, o que impossibilitou o contato da reportagem com a defesa do suspeito. De acordo com o delegado, o investigado negou ter agredido fisicamente Larissa e atribuiu o episódio a uma discussão entre o casal.
Suspeito se apresentou à polícia e disse que fugiu por “medo”
Welber Felipe Teodoro, de 27 anos, é investigado pela Polícia Civil de Goiás por atropelar e matar a companheira, Larissa Pereira Macêdo, de 34 anos, com um caminhão no Setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia.
Em depoimento prestado à polícia acompanhado por uma advogada, o suspeito alegou que o casal teve uma discussão e que tentou sair no veículo para “esfriar a cabeça”. Segundo a sua versão, Larissa teria se pendurado na porta do caminhão, mas ele supôs que ela se tinha afastado. Ao avançar alguns metros, percebeu o impacto e encontrou a vítima já atropelada no chão.
Welber confirmou ter movido o corpo da mulher e abandonado o veículo em seguida. Ele justificou ter fugido a pé do local sem prestar socorro por receio de ser agredido ou linchado por populares que presenciaram a cena.
O caso é tratado e investigado como possível feminicídio pelo Grupo de Investigação de Homicídios. A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia técnica, a análise de imagens de câmeras de segurança e o exame cadavérico para confrontar a versão apresentada pelo investigado.
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Fonte: www.jornalopcao.com.br

