Polícia identifica vítimas de chacina em fazenda no interior de MT; casal segue desaparecido

 

Reprodução

morto na fronteira

Luis Alberto Rapp, Manuel Eguez Hurtado e Deys Espinoza Pedraza foram identificados como as três vítimas mortas no ataque armado à Fazenda Campo Nuevo, na região de Curichón, em San Matías, na Bolívia. O crime ocorreu ao meio-dia de quarta-feira (29), a cerca de 10 quilômetros da área urbana do município, próximo à fronteira com Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá.

Uma quarta vítima ficou gravemente ferida e foi transferida para um hospital de Cáceres, onde permanece internada. Até o momento, as autoridades não informaram a nacionalidade dos mortos e do sobrevivente.

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Segundo o comandante de fronteira de San Matías, tenente-coronel Daniel Tineo Sánchez, a polícia foi mobilizada depois que moradores relataram uma sequência de disparos na propriedade.

No caminho para a fazenda, nas proximidades da ponte Curichón, os policiais encontraram uma ambulância transportando dois homens baleados. Ao chegarem à propriedade, localizaram outras duas vítimas já sem vida, que foram levadas ao necrotério do hospital de San Matías.

Horas depois, um dos feridos não resistiu, elevando para três o número de mortos. O outro sobrevivente foi encaminhado ao Brasil devido à gravidade dos ferimentos.

Os primeiros depoimentos indicam que homens armados chegaram à região em uma caminhonete branca e surpreenderam os trabalhadores. A suspeita preliminar é de que quatro pistoleiros brasileiros tenham interceptado um veículo perto da ponte Curichón e atirado contra as vítimas.

Após os disparos, o grupo fugiu e ainda não havia sido localizado. A Polícia Boliviana ressaltou que a possível nacionalidade dos atiradores é baseada em testemunhos e ainda precisa ser confirmada durante a investigação.

Além das mortes, o filho do proprietário da fazenda e a esposa dele foram dados como desaparecidos. As autoridades trabalham com a possibilidade de o casal ter sido sequestrado pelos criminosos.

Uma grande operação foi montada na região de San Matías para procurar os desaparecidos e localizar os responsáveis pelo ataque. A hipótese de acerto de contas também é apurada, mas a motivação da chacina ainda não foi esclarecida.

No lado brasileiro, os órgãos de segurança acompanham o caso por meio da troca de informações com a Bolívia. O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) mantém equipes em prontidão, enquanto a Polícia Militar informou que as atividades em Cáceres e nos municípios próximos seguem normalmente.

Estadão MT